NOTA #1 [26/09/2019] (RJ I)

Viram essa matéria: “Com apenas uma canetada, Bolsonaro autorizou o acesso do governo a todas as suas informações.O decreto permite que na base de dados tenha informações de saúde, como o registro de doenças e cadastro de gestantes. Além de ter acesso a dados pessoais básicos, o governo pretende monitorar até a sua maneira de andar. Tudo atrelado ao seu CPF. Na prática, a canetada do presidente criou uma ferramenta de vigilância estatal imensa, que vai bem além de informações pessoais básicas como CPF, filiação, data de nascimento. Ela inclui também todas as informações laborais e biométricas. O governo deixou claro que pretende reunir “características biológicas e comportamentais mensuráveis” que “podem ser coletadas para reconhecimento automatizado” – palma das mãos, digitais, retina, íris, rosto, voz e maneira de andar. E não é só isso. No decreto 10.047, o governo detalha as bases de dados que serão replicadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais, o CNIS, – são mais de 50. Elas também incluem registros de veículos, informações educacionais (dados do ProUni, Fies e Sisu), frequência escolar e até informações de saúde, como cadastro de gestantes e os sistemas de informação de câncer de colo do útero e de mama. Tudo atrelado ao seu CPF e a suas informações biométricas. “?

Link: https://theintercept.com/2019/10/15/governo-ferramenta-vigilancia/

Fiquei pensando naquela pauta  de tentar tornar os membros do CEII menos expostos para “fora”, acho que com toda essa maquinaria moderna de vigilância seria bem improvável a organização conseguir oferecer alguma proteção contra este tipo de vigilância estatal. O que vcs acham?

NOTA #5 [12/09/2019] (RJ I)

O projeto de oficina acadêmica ainda está funcionando? Ou ainda está sendo reconfigurado? Não entendi a situação somente pelo áudio. É um projeto interessante porque trata também da questão de ser o vínculo universitário um requisito do mundo de trabalho. Um papel denominado diploma mantém a divisão do trabalho extramuros universitário. Pela página parece ativo, tem inclusive contatos telefônicos disponibilizados.

NOTA #8 [15/08/2019] (RJ I)

Como ocorreu de fato a discussão do possível alcance do Curso EAD? Como se pensa hoje em utilizar de forma subversiva o uso da plataforma virtual para um debate sobre o fascismo se temos justamente uma privatização das informações fornecidas nos cursos à distância pelas mesmas empresas detentoras de dados? Estamos falando de disputa hegemônica e de como foi estruturado um curso em que os algoritmos representam justamente a desconfiança e a cultura pelo medo imputada ao outro pelas políticas de base de dados. É preciso pensar que a google ao qual estão vinculadas as plataformas facebook e instagram ( principal meio de divulgação do curso) não ia alcançar além do mesmo público de sempre, esta é uma característica da modernidade digital, na melhor hipótese “big data” = “big brother”. O estado é vigilante e neste momento acaba de ser aprovada uma legislação que vai vincular o CPF a todas as informações inclusive sobre a saúde do sujeito. Através deste pouco alcance de público, será possível ainda repensar o curso naquele formato¿ afinal o aspecto positivo é justamente o alcance pela redução do custo tanto para os organizadores quanto para os participantes e isto também é inclusão social na atual conjuntura econômica. No entanto, este novo fato relacionado ao fracasso da propaganda aponta para o sintoma de alcance disputável do estrito círculo próximo de amigos, portanto, é um sinal de pouca visibilidade e não há como disputa-lo com o marketing empresarial do monitoramento. Afinal , qual foi o perfil dos inscritos e qual foi o saldo do trabalho empregado até o reconhecimento da necessidade de cancelamento?

NOTA #7 [15/08/2019] (RJ I)

No último domingo, o artista Kelson Succi, ganhador do Grand Prix Cannes Lion 2019 com o filme Bluesman, de Baco Exú do Blues executou uma performace no evento Artcore (MAM Rio) intitulada: “Isso não é uma obra do Jackson Pollock”. Nesta intervenção, o ator perfura um carro branco com uma grande broca simulando perfurações de bala ao som de uma narração com frases ligadas ao racismo, violência e apartheid social. Ao fim das 80 perfurações, (remetendo ao fato ocorrido no Rio onde uma familia foi alvejada 80 vezes pelo exército) o ator derrama uma balde de “sangue” no carro e em alguns observadores próximos.

no dia seguinte, a página de um site ligado ao evento noticia que poucos minutos após o fim da intervenção, pessoas coloriam o carro até então manchado de vermelho, entravam no carro e tiravam selfies sorridentes, uma turma branca que provavelmente não entendeu a proposta.

NOTA #4 [12/09/2019] (RJ I)

O curso EAD oderia não ser exatamente sobre o 21 lições sobre o século 21, do Harari, mas inspirado em. Vejo que tem um mercado que não sei se é grande de uma galera que faz uns resumos de livros pops e tal, e de repente era uma fazer isso, com esse diferencial de serem leituras um pouco mais (metidas a) “sofisticadas” e críticas ou, pelo menos, com a marca de um diploma e tal. Poderia servir tanto pra galera que lê e quer pensar um pouco mais o livro, pra quem quer se preparar pra concursos em que caem questões contemporâneas e pra quem não quer ler o livro mas quer poder conversar sobre ele com propriedade — entre outros. Muita viagem?