NOTA #5 [20/06/2017] (RJ I)

“Noções de estética são coisas tão boas e agradáveis! Não sei porque a maioria da esquerda acha que pra conversar com a classe trabalhadora as coisas tem que ser feitas no paint.
Se a gente entendesse que é possível usar noções básicas de publicidade de forma subversiva, aposto que veríamos menos rostos tortos na panfletagem na rodoviária.” Sabrina Fernandes
Concordo plenamente. E acrescentaria muitas outras técnicas importantes para a militância que a gente no geral leva muito pouco em consideração.

NOTA #3 [20/06/2017] (RJ I)

À luz do fragmento de Zizek, lido como nota de trabalho na semana passada, sobre o estratagema do melancólico da encenação antecipada da perda do objeto que ele (crê que) possui, estratagema este empreendido com o fim de ocultar o caráter ilusório dessa posse (ao mesmo tempo em que a realiza), como fica a chamada melancolia da esquerda? Sob essa ótica, seria mesmo válido falar em melancolia da esquerda – já não mais como lamentação compulsiva de um objeto perdido mas como descrição da própria perda como objeto (ou da sombra da perda que recai sobre o objeto)?  Qual seria, neste caso, o objeto que a esquerda tem e que trata como já perdido? Qual, enfim, o objeto que possui e pelo qual perdeu o desejo?

NOTA #1 [20/06/2017] (RJ I)

Em certo momento da reunião momento citou-se o Licenceii, apontado-se a sugestão de substituí-lo por uma espécie de afastamento mais flexível.
Sem ter exatamente uma posição formada sobre isso, gostaria de sugerir, no bojo dessa discussão, uma outra figura: a de colaborador, parceiro, associado – ou algo do tipo.
Trataria-se do indivíduo que, sem participar de modo corrente e cotidiano, se propusesse a ter uma interlocução privilegiada e permanente com o CEII em produções, textos, eventos e atividades publicas/abertas, contribuindo, assim, para fomentar, de alguma forma, os debates e atividades mais gerais do grupo. Isso seria especialmente adequado, penso, para os integrantes que vivem fora da cidade de reunião do núcleo e, desse modo, tem dificuldades para o acompanhamento cotidiano das atividades e tarefas; mas que, ainda assim, querem seguir colaborando, na medida das possibilidades, com o CEII – de maneira mais aberta, e focada em projetos e atividades específicos, de interesse comum. Isso poderia servir, por exemplo, como forma de manter relação com os licenciados e/ou afastados.

Outro ponto que surgiu foi sobre o estatuto da relação com o PSOL. Estou em absoluto de acordo com a necessidade de um esclarecimento sistemático a respeito, já que, dentro e fora do CEII, essa segue aparecendo como uma questão ambígua e talvez pouco resolvida. Para mim, a vinculação com o partido parece muito mais nominal-formal do que prática. E isso não é exatamente apresentado como algo deliberado no projeto. Se o for, caberá evidenciar como e porquê.

 

NOTA CEII SP #4 [09/06/2017]

Será que seria interessante a gente discutir sobre este texto do Dunker na nossa próxima reunião?

“Quero chamar atenção aqui para o fato de que é justamente a impossibilidade prática e teórica de delimitar precisamente onde começa a linha divisória entre o que sabemos de um ponto de vista neutro (e é transmitido em linguagem pública, conforme uma racionalidade de aspiração universal), e onde se infiltram crenças, interesses e orientações políticas, que a psicanálise representa um caso interessante para o confronto com as tendências de “pós-verdade”, que se tornaram agudas nos últimos tempos. Abrangência de fenômenos não quer dizer visão de mundo ou sistema de crenças metafísicas. Da mesma forma: valores não definem a forma com eles serão abordados. A relação com os valores presume crítica, assim como a relação com o fazer presume método.”

https://blogdaboitempo.com.br/2017/05/30/a-psicanalise-como-ciencia/

NOTA CEII SP #3 [09/06/2017]

Algumas reflexões sobre engajamento.

Não é de hoje que percebemos que o engajamento no CEII é algo que parece depender de inúmeras variáveis. Pare se engajar no CEII é necessário conseguir “dar conta” de algum nível de frustração, o coletivo nunca responde às nossas inúmeras aspirações e ideias, mas isso me parece algo universal a qualquer tipo de laço que se crie, seja institucional ou pessoal.

Portanto, não penso que deva ser por aí que devemos analisar essa enorme variação de engajamento que os participantes  tem com o coletivo – eu incluso. Posso tomar o meu caso como um exemplo que podemos observar e analisar para, quem sabe, depreendermos de um caso particular algo que diga, ainda que de maneira tangencial, do todo.

A participação no CEII pressupões, ou tenta criar, algum tempo livre, voltado para a reflexão, para a leitura, para o debate. Ou seja, tempo livre que é convertido em trabalho (como essa nota mesmo denuncia). Um trabalho, não um emprego, nada, em termos de uma contra-partida financeira, retorna dese trabalho, e nem acho que deva necessariamente retornar, à exceção do SG; Acontece que quando este tempo começa a competir com outras atividades das quais dependemos materialmente (como um emprego), o CEII vai sempre ficar no banco de reservas. Como aquele centroavante que, apesar de muito habilidoso, passa por fase magra de gols, enquanto outro jogador, que mal sabe dominar uma bola, tem garantido o 1×0 que faz o time avançar no campeonato.

Bem,  se não é possível fazer do CEII uma atividade remunerada, tampouco é que o CEII possa competir diretamente com nossos empregos, talvez uma forma de equacionar um pouco é que possamos discutir nossas próprias atividades extra-CEII no CEII.

Enfim, gostaria de continuar, mas tenho que interromper essa nota por aqui. Curiosamente, acabei me atrasando pra uma reunião do emprego.

NOTA CEII SP #2 [09/06/2017]

Minha nota hoje contem duas reflexões diferentes. A primeira é sobre o contexto urbano da cidade de são Paulo e o confronto político em torno da cracolândia. Tenho pensado nestes sujeitos como refugiados urbanos. Como a ocupação do espaço urbano é uma forma de confronto e como as formas de vidas atuais baseadas na produção, competição e exploração produzem cracolândia. Será este lugar uma tentativa desesperada de encontra outra forma de viver? Será que a luta, a greve, o movimento social pode ser uma forma de re-existência?

Minha segunda reflexão é sobre o próprio ato de escrever a nota. Tenho feito auto critica sobre meu baixo comprometimento com a nota. Parece que este engajamento diminui ainda mais quando não participo das reuniões. Queria pensar em conjunto formas de aumentar este engajamento de alguma forma estrutural, talvez pelo aumento de interações. Na verdade não sei muito bem – algo para debatermos

NOTA CEII SP #1 [09/06/2017]

Essa primeira atividade do Escuta a Luta Interno foi interessante pois pude perceber que é uma forma de conhecer melhor os membros do CEII. Não sei se o formato precisa ser mais estruturado ou se é interessante deixar rolar só uma conversa mesmo. Mas realmente dá para perceber que temos muita coisa boa acontecendo com nossos membros e que seria legal poder ouvir e até mesmo poder participar dessas atividades.