NOTA #8 [15/08/2017] (RJ I)

A técnica obedece a uma força de “deixar viger” o que ainda não é vigente. Sua função é por tanto é trazer o vigor da presença do que ainda não vigora. Quando um artesão se senta diante de uma roda de fiar, busca tornar vigente o que se imaginou produzir, e constituir a disponibilidade de um tecido. Assim, neste primeiro momento poderíamos dizer que a técnica obedece a uma força dispositiva para tornar disponível a disponibilidade. No entanto esta disponibilidade a que responde a técnica constitui também um desencobrimento do Real que ao mesmo tempo em que desencobre, o encobre novamente. Desta maneira, algo do Real escapa ao desencobrimento que visa dispor da disponibilidade. Ora a técnica moderna já se caracteriza por tornar o meio a sua volta como objetos a disposição da disponibilidade, como exemplo, podemos citar  uma usina hidrelétrica que dispõe das águas de um rio, de maneira a colocá-las à disposição da geração de energia.

Esse desencobrir, no entanto parece não ser redutível a disponibilidade.

NOTA #7 [15/08/2017] (RJ I)

Pensando em facilitar o entendimento dos novos membros que estão chegando ao CEII com relação a proposta, não seria interessante disponibilizar uma pasta no Drive com textos básicos e notas didáticas sobre o funcionamento do Círculo? Talvez estes textos pudessem ser escolhidos em uma reunião, deliberado pelos presentes, a fim de sintetizar (se assim pudéssemos dizer) o objetivo da nossa organização. Este seria um caminho inicial para quem chega e pode ficar um pouco perdido numa infinidade de textos e notas importantes porém densas q temos em nossos arquivos, para além do projeto.

NOTA #6 [15/08/2017] (RJ I)

Uma nota/agradecimento que queria dividir

A meu ver, um dos meus maiores proveitos de ter ingressado no CEII foi ter progressivamente perdido a vontade de acompanhar os acontecimentos políticos. Uma indiferença involuntária e quase natural substituiu a necessidade bastante angustiante de estar sempre informado sobre o que se passava nos poderes da república. O que decidiam, em quais escândalos estavam envolvidos, qual direito ou orçamento eliminavam agora, quais eliminariam amanhã – isso tudo deixou de apresentar maiores apelos para mim. Tampouco mantive a mesma energia de antes para comentar e debater essas mesmas notícias, para lamentá-las conjuntamente com conhecidos, ou, inversamente, para me envolver em debates tão acalorados quanto infrutíferos sobre algum dissenso qualquer sobre o tema polêmico do dia ou da semana. Nem mesmo sobrou crença neles, para que compartilhasse esclarecimentos – supondo que eu tivesse algum para dar –, prestasse contas de minhas opiniões, explicasse. Aquele mítico sujeito suposto não saber que antes movia meu coração político – o indivíduo que espera sem suspeitar disso, do outro lado do computador, televisão ou argumento, mudar de opinião, aquele para quem a justificativa mais sensata ou a explicação mais racional irá subitamente operar uma transformação de vida e passará para o nosso lado – ele não parece mais determinar minha ação.

E quanto a tão falada crise política lá de fora, depois do CEII, aos poucos eu a transportei para dentro de mim; ou melhor dizendo, ela foi transportada naturalmente. A crise política se tornou uma crise interior. O que só pode ser motivo de alegria: pois se aquela parece cada vez menos vulnerável a ações políticas externas, quanto a esta daqui de dentro ainda posso fazer alguma coisa, ela ainda está ao alcance das mãos. Nesse sentido, portanto, entrar para o CEII diminuiu bastante minha angústia, relacionada principalmente à sensação de impotência. Foi bem legal.

NOTA #4 [15/08/2017] (RJ I)

Dois textos marcam muito minha prática militante. Um é o texto do Zizek, “Notas para uma definição de cultura comunista” (https://lavrapalavra.com/2016/07/25/notas-para-uma-definicao-de-cultura-comunista/). Outro é otexto do Mldan Dollar, recém traduzido pelo LavraPalavra:

O Comunismo da Fumaça

NOTA #11 [25/07/2017] (RJ I)

Da mesma forma que os centros esquerdas e centro diretas, PT – PSDB, se espelham com objetivo de manter a ordem capitalista, as extremidades também se espelham para romper a ordem capitalista. Nos pólos as diferenças estão estre o particular e o universal. o fascismo elege uma nação, uma raça, para tomar o poder e elege um culpado, que pode ser uma raça, nação, segmentos de classes, grupos populacionais específicos, para ser perseguido e servirem de bode expiatório dos “pecados” da humanidade . No comunismo se pretende defender a humanidade universalmente, destruindo a divisão social de classes, só que nesse caminho podem ser distraídos desse objetivo, encontrando inimigos internos e externos, traidores da revolução e imperialismos onipotentes que também servem de bode expiatórios para explicar suas derrotas. No entanto, no isso não invalidada o objetivo da defesa do principio da igualdade comunista, em contraposição a núcleo particularista do capitalista, centrado na propriedade privada, que não pode ser abolida pela extrema direita.

NOTA #10 [01/08/2017] (RJ I)

Recentemente tinha uma posição que é forte nas tendencias marxistas de considerar o trabalho como selo distintivo da humanidade, como sendo a capacidade do ser humano realizar trabalho que o diferencia das demais espécies. Realizar trabalho em sentido teleológico, de que é a capacidade de antecipar em projetos em nossa mente o que pretendemos construir. Marx, exemplifica essa diferença através da diferença entre o arquiteto e a aranha, sendo a aranha um animal que age instintivamente sem planejar como vai ser a sua teia, enquanto o arquiteto planeja sua casa de acordo com as condições que lhe são dadas historicamente,portanto, as condições de realizar um projeto vai se determinado pelo grau de desenvolvimento das forças produtivas que a humanidade construiu. Não poderíamos pensar numa casa de alvenaria se não tivéssemos o domínio da manipulação do ferro e do cimento. Essa é uma posição forte, que hoje me coloco em duvida pois boa parte das descobertas foram obra do acaso, como a descoberta das Américas pro exemplo  queria chegar nas Indias e acabaram chegando aqui, mas isso não invalida a posição dos marxistas da ontologia do ser social que defendem a que o ser humano tem a capacidade de planejar diferente dos animais.