NOTA #4 [19/09/2017] (RJ I)

As discussões sobre a forma de como a esquerda aparece cada vez mais são questionadas. Zizek e Safatle discorrem sobre isso e queria discutir essa questão centrada em um ponto que seria a questão da universalidade. O Zizek meio que comenta que o multiculturalismo esta fadado ao fracasso e a esquerda precisa entender que não da pra agradar a todos sempre vai ter algo sobrando ja o Safatle disse recentemente que a para que de fato haja politicas universais deve ser levar em conta as questõea eticnicas e de genero. São duas visões diferentes que implicam em diagnósticos, processos e soluções distintas. Nesse sentido, acho que essa discussão que a esquerda brasileira não faz inclusive seria interessante de se fazer

NOTA #11 [01/08/2017] (RJ I)

A ideia levantada por uns camaradas que nesse apocalipse que se aproxima o CEII poderia tentar ser um “think thank” da esquerda me parece a mais interessante que pode ser posta na mesa. No fundo não é tanta grana assim, mas ao mesmo tempo é muita grana. As boas ideias que já estão encaminhadas ajudarão!

NOTA #1 [19/09/2017] (RJ I)

Kant: Por uma arte militante – o estético como veículo como do comum

Philippe Augusto Carvalho Campos – Mestrando em Teoria Psicanalítica pela UFRJ

Pretende-se estabelecer um paralelo entre a progressão da arte moderna (desde o fim do século XIX até pouco mais da metade do século XX) em seu aspecto formal e o que Kant designa por juízos sintéticos a priori – a tese é de que a arte moderna apresenta um modo lógico e intrínseco de desenvolvimento, tal como a matemática. Feita essa comparação, pretendemos contrapô-la à noção propriamente estética em Kant, a qual pretendemos associar ao tipo de arte definida por Frederic Jameson como pós-moderna. A arte pós-moderna tende a se aproximar, novamente – tal como o romantismo, pré-modernista –, da esfera mundana. Para essa arte mundana, o que vale, segundo Kant, é a possibilidade de comunicar um novo modo subjetivo, uma maneira de enriquecer ou modificar universalmente as relações humanas – “produzir novas representações”, como fiz Kant –; como a necessidade de comunicar é fundamental para a estética kantiana, a arte também tem uma vertente comunal, visto somente podermos nos comunicar e, ainda por cima, comunicar algo novo se contarmos com alguma complacência do interlocutor. Coisa que parece faltar a Kant é o fato de que a comunicação não se realiza somente no nível da complacência, mas também num nível agressivo ou violento, opositivo, vertical (no sentido de poder) – vide a dialética do Senhor e do Escravo em Hegel. Assim, chegamos à peculiaridade da arte pós-moderna, ela nos parece se estabelecer numa esfera mundana, porém, sem o apelo comunal ou universal inscrito na estética kantiana, ou melhor, mesmo que aja esse apelo, o resultado dessa arte é, por vezes, referenciador da ordem de oposições estabelecida (lembremos aqui da, já banal, noção de sociedade do espetáculo de Debord). Por fim, intenta-se propor o que seria, para esses nossos tempos, uma arte militante, que preserva o apelo à ordem do comum na estética kantiana, ao mesmo tempo em que nega a comunicação do choque, da denúncia, do corpo supliciado, da ironia ou do pastiche, presentes na arte pós-moderna, e, negando a denúncia, o escárnio ou a ironia, promove o ameno ou singelo encontro dos diferentes.

Palavras-chave: Kant, estética, comum, pós-moderno, militância

NOTA CEII SP #4 [14/09/2017]

É curioso notar como no campo da filosofia Há sempre um corte entre Velho e Novo dentro da obra de um autor. O jovem Marx e o velho Marx jovem Platão e o velho Platão o jovem Freud e o velho Freud e assim por diante.

Mais precisamente no campo do Marxismo temos que a filosofia althusseriana, dita em termos gerais, da primazia a obra do velho Marx por ser esta uma obra de seu pensamento maduro, científico. Em  oposição, as militâncias em geral costumam se fiar na obra do jovem Marx por ser este um pensamento mas militante e não  propriamente científico, orientado por uma racionalidade voltada a ação política.

Por outro lado no campo da psicanálise também existe este corte quando temos em mente a obra de lacan.

Pessoas como Alan Badiou slavoj zizek possuem uma interpretação da obra deste autor que se fia na obra do velho Lacan sobretudo em seu esforço de abstração e matematização do sujeito.

É de se notar que a obra dos autores mencionados em sua fase madura é extremamente indigesta para o pensamento militante pois a princípio não oferece nenhum fator de identificação ou fator técnico para prática. Em o capital e do seminário 19 em diante respectivamente temos uma crítica das ciências burguesas precursoras em seus respectivos Campos.

O pensamento maduro destes autores talvez tenha por fundamento um projeto de abstração e matematização absoluta de seus Campos não à toa ambos demonstram amiúde a falha ou os sintomas de seus respectivos raciocínios e filosofias no capital a mais-valia e no campo do sujeito o mais gozar.