NOTA #1 [18/08/2018] (VIRTUAL)

“…o povo já traz sempre em si a fratura biopolítica fundamental. Ele é aquilo que não pode ser incluído no todo do qual faz parte e não pode pertencer ao conjunto no qual já está desde sempre incluído”. (AGAMBEN, G. Meios sem fim, p. 37).

É curioso como esse trecho lembra a definição de povo de Jacques Rancière como os “sem-parte”.

NOTA #1 [09/09/2018] (VIRTUAL)

Na reunião do dia 9 de setembro foi lido o texto “O que é um campo?” de
Giorgio Agamben. Em seguida, discutimos a partir de diferentes abordagens.
Os principais questionamentos levantadados foram, consoante ao título do
texto, sobre o que é um campo: uma especialidade fechada e plenamente
identificável (como um Lager) ou uma realidade nebulosa.
Após, a querela sobre as concepções teóricas que relacionam favelas e
espaços de intensa atuação policial como uma continuidade da senzala ou do
campo de concentração foi abordada. Foi apontada a importância de
diferenciar esses constructos (senzala e Lager) como paradigmas da
filosofia agambeniana de sua realidade histórica. Também ressaltamos
brevemente a importância de diferenciar um paradigma do outro.
Por fim, foi trazida a história de um candidato pelo Psol que serve de
exemplo da situação de abandono: abandonado aos milicianos que tentaram
atingí-lo (por desgostarem de sua candidatura), e não protegido pelo
partido.

REFERENCIAS CEII-SP 20/09/2018

.Discutimos datas de remarcação do curso, ficando entre a possibilidade de um curso de férias ou após o carnaval; podendo também marcarmos em ribeirão preto. Uma opção não excluiria a outra, e não fechamos qq data. Em decidindo por ribeirão ou pelo curso de férias, algumas adaptações deveriam ser feitas como: cada módulo ser feito dentro de um dia (manhã e tarde) reavaliação do preço de inscrição etc…

. comentamos sobre como foi a roda de conversa promovida pelo CA sobre sofrimento na universidade: compareceram por volta de 7 alunos, predominantemente integrantes do ca; e, bem como pretendíamos, a reunião não recaiu em um muro das lamentações ou a partilha de queixas como em um grupo terapêutico, mas na discussão de problemas identificados pelo alunos referente a universidade ou a questões coletivas. Nela apareceram desde questões com a metodologia dos professores, a falta de espaços de convivencia entre os alunos como há noutros campi, a fragmentação da grade curricular que desfavorece a criação de grupos entre os alunos, a diferenciação entre alunos da graduação e da pós, e como no caso especifico da fsp, a graduação é um pouco preterida; a discussão sobre a militancia politica na universidade e como e porque pode ser extenuante.. etc.

. discussão sobre notas.

. leitura do texto do zizek (do fim da citação de marx no 1º cap, até o inicio da segunda página após a citação de marx. Em: “Assim, o mercado mundial.. “

Nota CEII SP [09/08/2018]

Se as revoluções se repetem, se a batalha dos vencidos sempre volta, se há um caráter inesgotável do conflito de classe podemos pensar que há um modo de política com uma potência revolucionária? um modo que explode contextos, que é a transfiguração dos fins particulares?

NOTA #14 [31/07/2018] (RJ I)

Fui a um debate na última sexta-feira com a Tatiana Roque, a Mônica Francisco e o Christian Laval. Após o termino das falas dos debatedores, fiz uma pergunta sobre como a “era das expectativas decrescentes” poderia ser utilizada num projeto de reorganização da esquerda (o tema evento foi exatamente esse: neoliberalismo e reorganização da esquerda). Na resposta, a Tatiana Roque falou que achava essa visão de “fim do futuro” uma “visão muito homem branco” – ao contrário do que alguns desses estudos dizem, ela acredita que as coisas “pioraram porque melhoraram” ou seja, diversos movimentos que não tinham muita penetração na esquerda – como os movimentos identitários, por exemplo – passaram a entrar na “pauta do dia” das atividades políticas do campo progressista. Pelo o que eu entendi, essa seria uma das razões pelas quais as coisas estariam, aparentemente, piorando – elas pioraram porque, no fundo, melhoraram. Resumindo: ela discorda dessa visão e acredita que a identificação do fim do futuro é uma leitura desatenta sobre os diversos avanços recentes promovidos pelos movimentos identitários.

obs: essa é a minha visão sobre o que ela falou lá no evento – boto fé que talvez esteja bastante distorcida, mas foi basicamente isso o que eu entendi