NOTA #1 (19/10/2019) PR

Na presente reunião foi pontuado o andamento do processo SoundCloud.
Nesse sentido, encaminho os seguintes problemas a serem pensados para a realização da segunda fase do projeto – as notas relatoriais -, a saber:
1- como identificar quem proferiu esta ou aquela fala, sabendo que eu, por exemplo, nao conheço os integrantes do CEII de outras células.
2- como será a forma desse relatório (extensão, organização, etc.).
Encaminho que estas questões sejam debatidas na próxima reunião e, na medida do possível, sanadas, uma vez que a segunda fase está em vias de ocorrer.
Comercialmente,
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NOTA #2 (27/09/2019) PR

Eu acabei de baixar os documentos correspondentes aos anos de 2016 e 2017. Fico incumbido agora de baixar o restante de 2018 até nossos dias. Gostaria de saber como andam os processos dos outros camaradas? Parece-me que conseguiremos terminar essa primeira etapa muito antes do previsto. Estou muito animado com tudo isso.

NOTA #2 (13/09/2019) PR

Enfim a célula do PR retornou para onde desde já parecia estar. Com ela, podemos iniciar o projeto de recuperar e organizar (um pouco melhor) os materiais já produzidos pelo Círculo ao longo dos seus quase 7 anos. Como primeiro passo, vale destacar do esforço de recuperar os áudios das reuniões sempre abertas e gravadas nos mais diversos lugares do Brasil (RJ, SP, MT, PR, RS, Virtual, North America). Inauguramos bem, parece-me.
De outro lado da cena, mas ainda do ponto de vista do PR, as reuniões estão sendo relativamente proveitosas na medida em que as discussões envolvendo Carl Schmitt parecem colocar nos trilhos um dilema que esteve entre nós sobre o pensamento conversador e sua potência discursiva. No caso da parcial aceitação de Schmitt entre aqueles da esquerda, parece que foi nada mais que Chantal Mouffe a realizadora dessa promoção. O esforço se deu ao longo dos anos finais de 1990 em uma tentativa de aproximar o pensamento do alemão e de transformá-lo em weapon para o combate tanto dos autoritarismos quanto dos liberalismos. No entanto, muita coisa aconteceu de lá para cá, e pudemos avaliar, com um pouco de dor no coração, que Schmitt foi mais forte que Mouffe. Quando se tenta dragar o pensamento conservador para o campo progressista, parece que o movimento de incorporação transforma o fagocitador no fagocitante – apenas lembremos das cenas finais do Matrix I quando o Agente Smith (ou Schmitt?) mergulha para dentro do corpo do Senhor Anderson (quase-Neo). O que vimos ali? Uma espécie de ruptura por continuidade, um modo de inauguração temporal de uma forma de vida e de subjetivação que eleva a capacidade de agir de alguém transformando-o em O Escolhido (para o lado dos “humanos”), e, ao mesmo tempo, o outro alguém é também transformado no Escolhido (para as máquinas). O que seria isso senão a própria exposição da gramática da Revolução Conservadora?

NOTA #1 (27/09/2019) Diante do debate relativo a obra de Schmidt “Nomos da Terra”, me chamou a atenção no relato dos colegas as possíveis reverberações dessa teoria no contexto das relações internacionais e na atual “disjuntura” política. A aposta de uma dinâmica adversarial ou antagonista que está no núcleo da concepção ôntica do político do autor alemão está presente nos modelos de dinâmica social de autores diversos como Ranciére, Mouffe, Agamben e até Mbembe. Minha reticência quanto tal atualização heterodoxa, sem (necessariamente,o que é controverso) os resquícios fascistas do pensamento de Schmidt, centra-se justamente no realismo político anti-cosmopolita num contexto geopolítico que tem-se como projeto de extrema direita (e também de uma fração da esquerda) o retorno a nacionalismos e da pauta da soberania nacional como defesa de uma agenda político econômica contra o que vem se convencionando chamar pós-democracia. Revisitar as discrepâncias entre um projeto realista dessa natureza e de um projeto normativo que remonta as intervenções kantianas e seus seguidores no debate da teoria social e do direito internacional é um projeto fundamental para se pensar os limites de cada posição, sobretudo em suas recuperações contemporâneas, bem como os potenciais para se pensar a sobreviências da democracia liberal ou o futuro de uma democracia mais socialista.

NOTA #1 (13/09/2019) PR

O projeto de recuperação do SoundCloud, enunciado na primeira reunião do CEII Paraná, nesta reunião, entra efetivamente em vigor.
Uma vez que, a partir da colaboração de R$50,00 reais do Germano, de $20,00 do José Mauro, de R$20,00 do Murilo e de R$20,00 do Lucas, até o presente momento, foi possível pagar a primeira mensalidade da assinatura do “PRO ILIMITADO”, no valor de R$66,00 reais.
Foi escolhida tal assinatura uma vez que os outros planos impunham limite da disponibilidade dos uploads. Nesse sentido, sabendo que a necessidade gira em torno justamente da disponibilização total e irrestrita dos uploads realizados pelo CEII, optou-se pelo “PRO ILIMITADO”.

NOTA #2 [10/10/2019] (RJ I)

Afinal em que consiste ou por quantas andam o aproveitamento de organização política no formato atual? Em tempos de escola sem partido, por exemplo, como as universidades têm recebido este impacto? Falta de bolsas de pesquisa, falta de dinheiro para cópia, empresas que dominam o acesso a internet. O lance do projeto de oficina acadêmica também perpassa estas questões. Se o projeto pensa na autonomia dos estudantes na produção acadêmica é muito bom, mas tem que se debruçar também sobre o acesso aos meios de conhecimento. O “adestramento” da escrita revela não só a questão da produção acadêmica restrita às questões econômicas mas também no rito muito bem aceito na academia de pensar que o trote na graduação é uma passagem para os iniciados, depois na pós, outro rito de submeter o aluno a um degrau disfarçado de hierarquia de conhecimento até que ele se torne um pesquisador e sim, finalmente, um professor. Até que ponto pensamos na reprodução desta hierarquia ?

NOTA #2 [26/09/2019] (RJ I)

A leitura da nota do dia 26 traz uma questão importante sobre a mão de obra cada vez mais precarizada no governo Trump e o controle da imigração. No Brasil, nós temos algo semelhante, há inclusive um aproveitamento por um salário bem abaixo da média e um sentimento de nacionalismo que se expressa na relação que vai além do medo do outro, mas que é justamente o argumento de que vai influenciar na taxa de desemprego. No entanto, primeiramente há uma burocracia que dificulta a entrada no mercado de trabalho e a posterior reabilitação da cidadania. Uma grande parte é acolhida pela igreja católica ou ongs. E pensando bem, há também uma outra influência sobre a característica da nacionalidade e do emprego através do empreendedorismo. É que aqueles que tiveram que sair às pressas de suas casas por conta das guerras imperialistas, mas que em terra brasilis consegue uma licença para trabalhar no comércio, por um lado, é bem visto pelo estado porque será incluído como contribuinte, mas para o ambulante será mais um concorrente. No entanto, tal medida de incentivo governamental na verdade possui meramente uma visão econômica da situação e propaganda populista. Eu acho que na reunião passada alguém falou num projeto de cinema na baixada, talvez eu esteja lançando uma ideia voltada para a integração destas pessoas e discutindo a situação política através da questão cultural. Seria mais uma espécie de um formato de evento para abranger a baixada e imigrantes, formando um círculo de solidariedade.

NOTA #12 [15/08/2019] (RJ I)

É bom não esmorecer diante do cancelamento do Curso EAD sobre o Fascismo e Bolsonaro. Ainda estamos conhecendo as descodificações e recodificações que o capitalismo tem produzido no mundo do trabalho. As inovações tecnológicas relacionadas a educação à distância ao que parece que veio para ficar, e a tendência é que empresas passem a contratar serviços de vídeo aula de maneira a avulsa de profissionais de educação, que precisando de trabalho deverão se submeter a um regime de trabalho sem vínculo empregatício de longo da duração. Enquanto militância, a tarefa que se impõe diante de nós é nos apropriar destas novas tecnologias, concedendo-lhes a orientação adequada a reprodução da vida diante de tempos em que a uberização do trabalho já é uma realidade.