NOTA #13 [08/04/2019] (RJ I)

O livro valsa brasileira da Laura Carvalho e prefácio do Haddad examina a tragédia econômica no segundo governo da Dilma

Num ponto específico ela aborda a queda de uma 9% per capita em apenas 2 anos 2015 2016 índice comparado ao de países em guerra. Mergulhando na maior recessao do pais em 120 anos

Sendo o livro escrito por uma economista ligada à esquerda essa seria o mea culpa q o PT não fez?

Ela propõe o aumento do endividamento externo como proposta para retomada do crescimento, para fins de investimento. Será uma boa via? Parece uma boa leitura para ser discutida

NOTA #10 [08/04/2019] (RJ I)

Sem estudar, acho curioso o uso do Agamben na esquerda. Pelo menos no meu contexto, a esquerda carioca parece vê-lo como um autor que auxilia à denúncia da violação do direito. Ao mesmo tempo, permitindo uma defesa do direito. Apontando essa “contradição”, no essencial, fica sugerida (e às vezes explicitada) uma discussão sobre democracia e ditadura. Nessas coordenadas, à discussão não envolve nem segue para nenhuma reflexão. Afinal, entre nós, quem poderia ser a favor da ditadura?
Mas, minha dúvida, é se esse é o sentido da reflexão do Agamben. Tenho certeza que não, mas a companhia da esquerda carioca me desencoraja.
Basicamente, acho, o que fica indicado na abordagem do Agamben sobre “Estado de exceção” é que, no essencial, ele é indistinto do “Estado de direito”. Além do plano político de análise, onde podemos observar como historicamente certos dispositivos legais são utilizados à perseguição destes ou daqueles grupos ou segmentos sociais, minha sensação é que o autor procura sinalizar como o ordenamento democrático inclui seu inverso. Um é o avesso do outro.
Nada a ver?

NOTA #9 [08/04/2019] (RJ I)

Enfrentar os meios de comunicação, ganhar eleição em contato direto com as massas, não fazer alianças espúrias para vencer a eleição, renovar o legislativo, governar sem o toma la dá fisiológico, governar convocando o povo para ir às ruas e aprovar as pautas. Esta foi a proposta do Psol e é o que o Bolsonaro faz. A extrema direita foi apenas mais competente. Pra nossas sorte, ambos estão errados.

NOTA #3 [16/05/2019] (RJ I)

me ocorreu o seguinte:

o “nacional socialismo” quer separar estado e capital (bancos e política internacional alemã, etc) a partir da ênfase na nação (comunidade)

o socialismo soviético quer separar nação e capital (a mescla de aristocracia e capitalismo monopolista que caracterizava a sua sociedade) apostando no estado (novo contrato social).

liberalismo quer separar estado e nação (fronteiras que bloqueiam desregulação do comércio) apostando no capital (livre mercado)

se capital (extração e realização de mais valia) precisa de nação (para formar o trabalhador e o consumidor) que precisa do estado (para dosar protecionismo e pactos comerciais internacionais, e criar uma rede básica de segurança e redução do salário) que precisa de capital (para financiar esse estado de bem-estar social e ter poder no cenário internacional), etc – então todas essas formas de separar os três termos com ênfase em um deles é capenga.

por outro lado, o que significa desatrelá-los todos ao mesmo tempo?

 

NOTA #2 [16/05/2019] (RJ I)

achei interessante a discussão sobre a mudança nos últimos anos da ambiguidade que rolava entre imagens fascistas e socialistas, e que agora parece super distinto e difícil de mexer, e a ambigüidade atual entre as imagens “empreendedoras”, e as socialistas – ainda que eu ache que essa segunda ambiguidade é mais uma hipótese que estamos aventando do que um dado que se comprova, já que a esquerda atual me parece simplesmente não querer ambiguidades.