REFERENCIAS REUNIAO CEII-SP 25/10

. Breve comentário sobre o encontro promovido pela uniafro no teatro oficina, no qual tiveram 4 falas, dentre elas leci brandão, erica malunguinho, douglas belchior e mais .. e dentre varias questões houve o estímulo  para virar votos ao haddad, e houve a proposição de que o fascismo seria mais sensível a população negra, como também os séculos de escravidão não teriam sido menos fascistas que os ‘fascismos’ posteriores.

. Comentário sobre a fala de mano brown no qual gerou polêmica, pois: de um lado seria uma crítica altamente plausível, no entanto inoportuna, já que há havia uma semana pras eleições; e de outro, para o pt há anos que ‘não é hora para criticar’, logo se nunca é hora, toda hora é hora. No entanto, vale a questão entre estratégia e tática, na qual esta fala poderia ter sido pouco tática, como algumas colocações do zizek, ou mesmo de alguns ceiianos.

. leitura do texto. Começando em p18, 1º cap. livro “como vimos, há consequencia…” e retomando em o “…procedimento de avaliação qualifica”.

. alguns pontos levantados: comentário sobre Negri e hardt, em  que este (como costume nos eua) reuniria todos os autores franceses – Foucault, deleuze, lacan – todos sob o termo “french theory”, por mais q neste caso fizesse sentido, já que nesse caso foucault e deleuze e guatarri convergem nesse ponto ao ver o capitalismo como produção também de subjetividades. 2: houve a hipótese levantada de que haveria no texto a sugestão de que as subjetividades e as relações tb serviriam como produto a ser consumido. 3. proposição da idéia de ‘produção e consumo das relações sociais’ fora do marco biopolítico. 4  zizek critica–os em sua ideia de que através do simbólico  e elaborações afetivas se chegaria ao comum.  5. Um capitalismo “sem burguesia’’- ex-capitalistas reabsorvidos como gerentes ou assalariados com um ‘mais-salário’ e ações da empresa. Sendo o mais salário estendido a todos os ‘especialistas’, havendo também não só mais salário, como menos trabalho. 5. china = capitalismo administrativo (?).

– o. acadêmica:

. comentário sobre uma moça da pós q nos procurou p debatermos sofrimento na universidade. E indicou q havia certo conflito entre os velhos e os novos dicentes,  no qual os velhos tao mais na pegada coaching, terapia do sono etc e os novos , na voz de uma moça que localiza as questões de sofrimento como relacionado à organização. E decidimos por convida-la a uma reunião, pois ela já havia esboçado interesses e questões da pos graduação, q seriam  similares ao projeto organizando a vida.

. discussão sobre possíveis medidas preventistas em relação a possível criminalização dos movimentos ditos de esquerda.

.- .Carmem galano: política de lo real.

.Milner, o salario do ideal.

 

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Nota CEII SP [20/09/2018]

A última “reunião” foi bem bacana. Achei legal cancelar a reunião e irmos para o lançamento do livro de um camarada. Como quase sempre, tudo terminou com ótimas conversas no bar. Como já foi proposto no Rio, acho válido experimentarmos formatos diversos de funcionamento. E ter uma reunião informal vez ou outra pode ser muito proveitoso.

Nota CEII SP [20/09/2018]

Gostaria de propor um subconjunto de prática teórica em Psicanálise para o CEII-SP. Este grupo poderia também dialogar com o projeto Oficina Acadêmica, em curso, mas que ainda não deslanchou.

Acho fundamental que não seja um grupo apenas de Psicanalistas, tampouco um grupo estritamente clínico, mas pensando a Psicanálise lacaniana também em suas contribuições para pensar a Política e a Sociedade contemporâneas, no rastro dos trabalhos de Žižek, Badiou e outros.

Nota CEII SP [20/09/2018]

Se a liberdade de um modo político revolucionário não exige um programa, ou um projeto, mas sim a implicação com um processo e se na Revolução Russa a não implicação transformou a própria revolução na sua tentativa de controle, não devemos então ter um programa que seja capaz de prever uma força contra o desejo de controlar a tormenta ou a onda revolucionária. Se isto não estiver formulado anteriormente o desejo de controlar os rumos revolucionários irão se transformar na própria força contra revolucionária. Por isso, é preciso formular uma força que seja contra a contra revolução dos próprios revolucionários. Nisto não precisamos de palavras de ordem para o povo, mas de acordos do próprio modo político que não ceda ao desejo de controle. Simbolizar o real dos acontecimentos futuros é nossa melhor oportunidade de nos implicarmos no processo e confiarmos numa liberdade diferente daquela que temos hoje.

Nota CEII SP [25/10/2018]

E além disto tudo, é também saber resistir à nós mesmo, não cairmos nos apaixonamentos narcísicos (e como as mídias sociais e os que saem “grandes” dessa eleição atestam por isto…), não tropeçarmos nos academicismos clássicos de sempre, buscarmos menos falar pelos outros e mais trocarmos ideia com outros. Uma enorme parte de pessoas estão perdidas agora e é importante estarmos juntos, nos organizarmos e organicamente pensarmos em formas locais diferentes. Talvez a prescrição do mote do “aprender, aprender, aprender” ainda seja a melhor resposta ao que fazer ou ao como resistir… e que melhor opção, senão esta de aprendermos juntos à resistirmos diante das causas dessa violência.

Nota CEII SP [11/10/2018]

Resistir! Resistir é acima de tudo não deixar que nos roubem a esperança. Muitos experimentam hoje o dessabor desse mal estar político e digo isto, também por conta da minha clínica, onde relatos de ódio, relatos de preconceitos, relatos de violências passam a se expressar em âmbito micro-físico num volume alarmante. Obviamente, será sempre condenável o enaltecimento de sofrimento e de violência expressos no cotidiano das pessoas sendo banalizados e normalizados. Mas resistir precisa ser mais do que consolo, cabe como um propósito – é perceber que há nessa resistência, uma luta necessária para subvertermos a realidade dada. E não por menos, ouvir essa resistência, é também conseguir fazer ouvir algo de subversivo dela. É não fazer caber tudo nesse resistir. Porque, foi também resistindo que normalizamos muitas violências simbólicas e materiais que hoje vemos sob o nome de realidade por aí. Foi resistindo que deixamos perder o que há de mais subversivo e radical numa democracia. Foi resistindo que vimos perder os propósitos mais equitativamente repartidos do sofrimento político.
Precisamos resistir para além disto, pararmos de resistir diante do irresistível do comum, e buscarmos novas coordenadas simbólicas para falar com os excluídos. É conseguir resistir, ouvindo o que mano brown disse em seu discurso. É ver que são muitos que não coadunam com o discurso bozonarista e que também, não topam cegamente as coordenadas anteriores no fazer político. E é preciso encarar isto! Uma resistência hoje precisa se dar conta dessa auto-crítica fundamental em nome de novos operadores contra a barbárie.

Nota CEII SP [27/09/2018]

E, finalmente, para legitimar os ‘fake thinkers’ (Dunker, 2018) por seus anos de “batalha” (praticamente sem inimigos…) no campo ideológico e por sua exaustiva doutrinação, vem agora o tempo das coroações. Saiu hoje uma matéria acenando para as intenções do dito ‘filósofo’ (Carvalho) em sua defesa ao Bolsonaro: “Carvalho disse ainda que, como embaixador, teria “autoridade total” sobre brasileiros locais e poderia “mandar embora qualquer um, pode mandar prender qualquer um”. “É um reizinho”, completou.” O sonho de virar ‘reizinho’, de tornar-se ‘autoridade total’ em Washington e de lá poder ‘reinar’. O sonho de Olavo é ser o sindico ideológico de Bolsonaro e finalmente, conseguiria seu cafofo nesse império do atraso. Algo que me lembrou a discussão de Žižek, de uma famosa passagem de Lacan e a loucura dos que se crêem reis:

“Ser rei” é um efeito da rede de relações sociais entre um “rei” e seus “súditos”; mas – e aí está o desconhecimento fetichista -, para os participantes desse vínculo social, a relação aparece necessariamente de forma inversa: eles acham que são súditos, dando ao rei um tratamento real, porque o rei já é rei em si mesmo, fora da relação com seus súditos, como se a determinação “ser rei” fosse uma propriedade “natural” da pessoa de um rei. Como não recordar aqui a famosa afirmação lacaniana de que um louco que se acredita rei não é mais louco que um rei que se acredita rei – ou seja, que se identifica imediatamente com o mandato de “rei”? (Žižek, p.309)

E como num jogo, esses aí são os 4 mini-chefões aos quais precisamos estar atentos e combatermos na jornada contra o embrutecimento ideológico do bolsonarismo. E claro, sem perder de foco os que se colocam enquanto seus súditos (professores, autores, deputados, estudantes…), porque saber ouvir o que essas falas organizam para estes seguidores é tão crucial quanto saber como criticar esses desfavores intelectuais.

Dunker, https://blogdaboitempo.com.br/…/olavo-de-carvalho-o-ideolo…/

Dunker https://blogdaboitempo.com.br/…/a-palavra-perdida-contra-a…/