NOTA #11 [12/06/2018] (RJ I)

Pareceu bastante interessante o edital da casa do povo sobre o período de residência de coletivos. A ideia de ocupar um lugar com atividades coletivas parece mais do que um espaço de experimentação, mas de verificação da prática coletiva. Pelo histórico dos coletivos que já estiveram por lá, pode se dizer que suas ações são tais que possibilitam a prática coletiva se reverter em algum saldo positivo para o entorno do bairro do bom retiro.

O CEII, é um coletivo que vem se engajando em tarefas que sejam capaz de não descolar a vida do coletivo da vida do militante. Vejo hoje dois tipos de atividades que produzem serviço pra comunidade, a Oficina acadêmica, buscando acolher o sofrimento que envolve o processo educacional, e a produção de conteúdo educacional por meio das atividades do EAD. Me parece então que as atividades que poderiam ser desenvolvidas na casa do povo correspondem a este escopo educacional. Pelo que sei, o projeto de São Paulo para a oficina acadêmica está em caráter de protótipo. Quem sabe se CEII RJ e SP posam formar uma coalisão para que ambos construam a oficina enquanto prática durante a residência e utilizamos assim a prática para terminar de desenvolver o projeto em São Paulo.

Em fim são ideias.

NOTA #5 [19/06/2018] (RJ I)

Ouvindo o áudio da última reunião, achei boa a proposta de cobrança da Lily, realmente se este curso sair do papel será um boa iniciativa no sentido de bolar uma maneira inteligente de reverter esse ônus aí em bônus. E melhorar a imagem do nosso grupo lá com o GIC.

Ainda não consegui entender legal a ideia de captação de recurso pra campanha da Tatiana Roque.

NOTA #4 [19/06/2018] (RJ I)

O “Caveirão Voador”, comentado na reunião, foi central num episódio (meio bizarro, meio engraçado) que vivi ano passado. Numa escola estadual situada na Mangueira, aguardando meu horário para entrar em sala de aula, fui surpreendido por uma operação da Polícia Militar. A surpresa se deveu menos à incursão policial nem pelo seu grau de violência, ambos comuns naquela altura, mas pelo diálogo que presenciei entre alunos e um colega, que acho ser um professor de história.

A contenda se devia ao sentido da ação da PM no morro. A divisão era especialmente exercitada por uma aluna com o professor. Enquanto ele tecia críticas à presença de um helicóptero sobrevoando casa com agentes armados, indicando desrespeito, abusos e riscos cometidos pelo Estado contra a população da favela, a aluna divergia. Para ela, ao contrário do que achava o professor, não havia nada disso. À medida que ele a ironizava sobre sua crença sobre “apenas bandidos serem alvos de um tiro do helicóptero da polícia”, ela reafirmava para ele sua convicção em razão do que ela própria vivia.

Foi menos que cinco minutos, mas foi uma das coisas mais esquisitas que já vi.

À luz do material trabalho pela célula no momento, o que vocês acham?

NOTA #8 [12/06/2018] (RJ I)

A dança é uma expressão do corpo, que comunica algo. O ato de comunicar com o corpo produz um efeito terapêutico a partir do momento em que você diz algo. No entanto, para haver comunicação deve ter uma reciprocidade entre emissor e receptor. Na dança a dois, existe a quele momento mágico em que o par está em sintonia e flutua na candência da música. O desenvolvimento da expressão do corpo capacidade de comunicar expande a linguagem, descomprimindo a pulsão e a líbido reprimida Nesse sentido que a dança parece ser terapêutica, portanto não consigo compreender como é o retorno do que é dito, a capacidade de se escutar na sua comunicação, sendo que pouco compreensivo a nossa razão que se diz no dançar.

NOTA #3 [19/06/2018] (RJ I)

https://en.wikipedia.org/wiki/Katechon

 

The katechon (from Greekτὸ κατέχον, “that which withholds”, or ὁ κατέχων, “the one who withholds”) is a biblical concept which has subsequently developed into a notion of politicalphilosophy.

The term is found in 2 Thessalonians 2:6-7 in an eschatological context: Christians must not behave as if the Day of the Lord would happen tomorrow, since the Son of Perdition (the Antichristof 1 and 2 John) must be revealed before. St. Paul then adds that the revelation of the Antichrist is conditional upon the removal of “something/someone that restrains him” and prevents him being fully manifested. Verse 6 uses the neuter gender, τὸ κατέχον; and verse 7 the masculine, ὁ κατέχων.

Since St. Paul does not explicitly mention the katechon’s identity, the passage’s interpretation has been subject to dialogue and debate amongst Christian scholars…

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/08/1674857-ascensao-conservadora-e-complexo-de-katechon.shtml