NOTA #2 [10/10/2019] (RJ I)

Afinal em que consiste ou por quantas andam o aproveitamento de organização política no formato atual? Em tempos de escola sem partido, por exemplo, como as universidades têm recebido este impacto? Falta de bolsas de pesquisa, falta de dinheiro para cópia, empresas que dominam o acesso a internet. O lance do projeto de oficina acadêmica também perpassa estas questões. Se o projeto pensa na autonomia dos estudantes na produção acadêmica é muito bom, mas tem que se debruçar também sobre o acesso aos meios de conhecimento. O “adestramento” da escrita revela não só a questão da produção acadêmica restrita às questões econômicas mas também no rito muito bem aceito na academia de pensar que o trote na graduação é uma passagem para os iniciados, depois na pós, outro rito de submeter o aluno a um degrau disfarçado de hierarquia de conhecimento até que ele se torne um pesquisador e sim, finalmente, um professor. Até que ponto pensamos na reprodução desta hierarquia ?

NOTA #2 [26/09/2019] (RJ I)

A leitura da nota do dia 26 traz uma questão importante sobre a mão de obra cada vez mais precarizada no governo Trump e o controle da imigração. No Brasil, nós temos algo semelhante, há inclusive um aproveitamento por um salário bem abaixo da média e um sentimento de nacionalismo que se expressa na relação que vai além do medo do outro, mas que é justamente o argumento de que vai influenciar na taxa de desemprego. No entanto, primeiramente há uma burocracia que dificulta a entrada no mercado de trabalho e a posterior reabilitação da cidadania. Uma grande parte é acolhida pela igreja católica ou ongs. E pensando bem, há também uma outra influência sobre a característica da nacionalidade e do emprego através do empreendedorismo. É que aqueles que tiveram que sair às pressas de suas casas por conta das guerras imperialistas, mas que em terra brasilis consegue uma licença para trabalhar no comércio, por um lado, é bem visto pelo estado porque será incluído como contribuinte, mas para o ambulante será mais um concorrente. No entanto, tal medida de incentivo governamental na verdade possui meramente uma visão econômica da situação e propaganda populista. Eu acho que na reunião passada alguém falou num projeto de cinema na baixada, talvez eu esteja lançando uma ideia voltada para a integração destas pessoas e discutindo a situação política através da questão cultural. Seria mais uma espécie de um formato de evento para abranger a baixada e imigrantes, formando um círculo de solidariedade.

NOTA #12 [15/08/2019] (RJ I)

É bom não esmorecer diante do cancelamento do Curso EAD sobre o Fascismo e Bolsonaro. Ainda estamos conhecendo as descodificações e recodificações que o capitalismo tem produzido no mundo do trabalho. As inovações tecnológicas relacionadas a educação à distância ao que parece que veio para ficar, e a tendência é que empresas passem a contratar serviços de vídeo aula de maneira a avulsa de profissionais de educação, que precisando de trabalho deverão se submeter a um regime de trabalho sem vínculo empregatício de longo da duração. Enquanto militância, a tarefa que se impõe diante de nós é nos apropriar destas novas tecnologias, concedendo-lhes a orientação adequada a reprodução da vida diante de tempos em que a uberização do trabalho já é uma realidade.

NOTA #1 [26/09/2019] (RJ I)

Viram essa matéria: “Com apenas uma canetada, Bolsonaro autorizou o acesso do governo a todas as suas informações.O decreto permite que na base de dados tenha informações de saúde, como o registro de doenças e cadastro de gestantes. Além de ter acesso a dados pessoais básicos, o governo pretende monitorar até a sua maneira de andar. Tudo atrelado ao seu CPF. Na prática, a canetada do presidente criou uma ferramenta de vigilância estatal imensa, que vai bem além de informações pessoais básicas como CPF, filiação, data de nascimento. Ela inclui também todas as informações laborais e biométricas. O governo deixou claro que pretende reunir “características biológicas e comportamentais mensuráveis” que “podem ser coletadas para reconhecimento automatizado” – palma das mãos, digitais, retina, íris, rosto, voz e maneira de andar. E não é só isso. No decreto 10.047, o governo detalha as bases de dados que serão replicadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais, o CNIS, – são mais de 50. Elas também incluem registros de veículos, informações educacionais (dados do ProUni, Fies e Sisu), frequência escolar e até informações de saúde, como cadastro de gestantes e os sistemas de informação de câncer de colo do útero e de mama. Tudo atrelado ao seu CPF e a suas informações biométricas. “?

Link: https://theintercept.com/2019/10/15/governo-ferramenta-vigilancia/

Fiquei pensando naquela pauta  de tentar tornar os membros do CEII menos expostos para “fora”, acho que com toda essa maquinaria moderna de vigilância seria bem improvável a organização conseguir oferecer alguma proteção contra este tipo de vigilância estatal. O que vcs acham?