NOTA #4 [23/01/2018] (RJ I)

Os projetos externos do CEII estão se mexendo aos poucos. Eles prometem um bocado, mas ainda não parece ser possível fazer algo que vá além de um projeto de garagem, algo que se trabalha no tempo livre. Enquanto é verdade que muitos grandes projetos começaram assim. O que muda para um projeto sair da garagem?

NOTA #12 [16/01/2018] (RJ I)

O que caracteriza Heidegger como o articulador de um lugar comum no debate filosófico? Esse é tipo de questão que se pode extrair de uma das dimensões do pensamento de Badiou para falar da condição da Filosofia Contemporânea. Não à toa o pensador alemão é escolhido como interlocutor predileto de Alain Badiou, no entanto, isso significa que Heidegger é o responsável pelo fim da filosofia? Certamente que não. A pergunta aqui deve ser recolocada de outra maneira: Por que Heidegger organiza o que é comum no pensamento contemporâneo na Filosofia? Afinal não se deve esquecer de sua grande influência no pensamento europeu contemporâneo, principalmente na França, onde desenvolveu-se e encontra hoje em alguns filósofos como Lacueue-Labarthe, Etienne Balibar, Jacques Derrida ou Lyotard a expressão deste lugar comum. Ou seja, um tipo de ideologia Heideggeriana.

Mas no que consiste este lugar comum que faz com que o pensador alemão seja visto como o “último filósofo universalmente reconhecido”. Podemos dizer que este lugar comum se articula em torno de 1. uma concepção de superação da metafísica enquanto categoria que se articula em torno do Sujeito Moderno. 2. O Fim da metafísica encontra no Reino da Técnica a expressão dos seus limites. 3. A ciência Moderna e o Estado Totalitário são a consequência do fim da Metafísica. 4. Só alguns poetas até hoje foram capazes de pronunciar a questão do Ser. 5 A virada Platônica é o Primeiro movimento de esquecimento do Ser. Diante disso só resta gora ao pensamento 6. Tomar a condição no dizer dos poetas.

 

NOTA #11 [16/01/2018] (RJ I)

A categoria do Sujeito moderno caracteriza se por já pressupor uma relação Sujeito e Objeto, esta relação já é ela mesma um efeito do chamado ultimo rosto da metafísica expresso na técnica Moderna. Sujeito moderno  caracteriza se por já pressupor uma relação Sujeito e Objeto, ele é a força que atua sobre o objeto para se chegar a um fim desejado, nesse sentido o desenvolvimento da técnica moderna nos trouxe a uma espécie de enquadramento em consonância com o Sujeito moderno que percebe o mundo em seu entorno, tal qual a um objeto a sua disposição. Assim a figura do Sujeito moderno só pode ser concebida enquanto imersa no querer objetificante da técnica, ou seja, este Sujeito enquanto efeito do desenvolvimento da técnica já se mostra incapaz de “escutar” o envio da questão essencial do Ser pelo destino, por esta questão ele  é tido como tardio em relação à questão fundamental do Ser, pois já é um efeito do enquadramento da técnica. Assim a transcrição metafísica de um devir-sujeito do homem já é o começo do fim, ou precisamente o fim último de estabelecimento do reino da técnica, de maneira que pensar a técnica enquanto o término da metafísica é hoje a única tarefa possível que restou para o pensamento.

Portanto, a metafísica que se articulou em torno da figura do Sujeito Moderno se mostrou incapaz de lançar mão da questão do Ser, não por que o quisesse fazer assim, mas principalmente pelo esquecimento deste mesmo Ser que encontra no ente o seu último refúgio, decorre disto que a metafísica deve ser superada, pois ela mesma enquanto a própria filosofia já não são mais capazes de fornecer qualquer tipo de abertura do pensamento para o retorno do ser. Deste modo a Filosofia – tomada como a metafísica que se articulou em torno do sujeito moderno – e suas possibilidades estaria esgotada, de maneira que o Reino da técnica e seu estabelecimento já é um retrato do fim da filosofia. Assim, nosso tempo não é mais o moderno (se tomarmos como moderno, o pós-cartesianismo que organizou a tomada do sujeito e da consciência enquanto objetos de investigação do discurso filosófico, até Nietzsche), pois o nosso tempo é o da implementação final da técnica enquanto desfecho da “aventura” metafísica.

Como resultado tem se a expansão indiferente da técnica e um esgotamento de seus possíveis. Pois se antes a Filosofia detinha a questão do Ser, hoje ela só expressa o querer nadificante e nihilista de uma vontade devastadora que não se ocupa do Ser, mas sim do ente, pronto a servir como um objeto a esta vontade devastadora da técnica.

NOTA #10 [16/01/2018] (RJ I)

Compreendo que as reuniões são longas, longas mas que não se arrastam. O que se arrasta é ouvir o áudio. Penso que isto se refere àquele problema que ronda o CEII muitas vezes que é a nota de trabalho, ao que parece a exigência de escrever notas bem elaboradas é uma exigência não da nossa organização mas do próprio grande outro que exige isso de nós.  A elaboração de um resumo para estimular aos ausentes a ouvir o áudio parece interessante se nos propomos a subir notas que estejam em mais harmonia com o que é dito na reunião. No entanto acredito que a própria dificuldade de prestar atenção ao áudio de uma reunião do CEII já é um estimulo para que o membro compareça à próxima reunião. Mas precisamos admitir que o resumo da reunião, já é uma ferramenta auxiliar na compreensão do objeto em discussão nos encontros. Se tal pratica se confirmar será possível talvez pelo conjunto de resumos traçar um mapa de nossa própria compreensão sobre o que se estuda.

NOTA #9 [16/01/2018] (RJ I)

Como não consegui ouvir direito a reunião direito, vou só esnobar os entusiastas de Choque de Cultura e afirmar que o melhor momento do Daniel Furlan e do Caito (rogerinho) é no RockGol na Mesa 2013, onde foram feitos diversos comentários sobre violência policial, Rafael Braga e imperialismo, como no seguinte dialogo com o funcionário inglês da MTV apelidado Gringo, no assunto corrupção:
– ei gringo, roubam muito lá na inglaterra?
– muito, roubam muito…
– é, inclusive a gente roubaram muito, tem que devolver isso ae malandro.

NOTA #8 [16/01/2018] (RJ I)

Algumas observações sobre arte e política, na reunião passada, me suscitaram algumas questões:

Hoje ainda é possível pensar na arte como portadora de uma potência de transformação social? Com a política colonizando as mais diversas esferas da vida – a arte dentre elas incluída –, a alienação está do lado do suposto sujeito que não sabe do funcionamento real de suas condições de existência ou do lado daquele que pretende ver na arte capacidade para modificar as condições atuais da sociedade através do desmascaramento ideológico ou da denúncia? Ainda é possível alterar condutas por um saber (penso aqui na ideologia cínica, segundo a qual se age mesmo sabendo muito bem) que seria veiculado pela arte? Caso negativas as respostas, que tipo de relação – se é que se relacionariam em algum nível – ainda teriam arte e política?

A arte, da qual tanto se exige consciência de seu papel social, é capaz de emancipar politicamente ou ela é que carece de emancipação (da) política?

NOTA #3 [23/01/2018] (RJ I)

Ouvindo o áudio penso q realmente é estranho atribuir mais uma responsabilidade a quem vai à reunião para “beneficiar” diretamente quem não vai… se essa atribuição for obrigatória penso q isso não seja legal.

Agora ver o resumo pelo whats me deu uma vontade instantânea de ouvir o áudio. E assim o fiz rs

NOTA #5 [16/01/2018] (RJ I)

Para além da ausência de alguns membros no facebook, e da falta de tempo para ouvir os áudios, sugiro que entre na pauta de discussões o retorno de alguma forma de resumo da reunião, (que penso ser algo não muito elaborado) para facilitar o acompanhamento das discussões dos membros, talvez fazendo um sorteio pelos presentes, onde o escolhido ficasse com essa responsa de elaborar algum resumo simples e jogar no nosso grupo de whats, caso tenha surgido um tema de extrema relevância na reunião, pelo tópico o camarada pode ir no soundcloud e ouvir. (talvez isso abra um mal precedente, para que não se ouça mais os audios, o que acho ruim, e isso tbm poderá ser discutido… ) adoro ouvir os audios mas nem sempre consigo terminar, o que se desdobra em um outro ponto importante. Acho as reuniões longas, o que os camaradas pensam a respeito da duração das reuniões? penso que duas horas ao invés de três deixaria as reuniões e a escuta dos áudios mais dinâmica ou menos cansativa.