NOTA #6 [06/06/2019] (RJ I)

Como o militante pesquisa? No seu engajamento junto com outros militantes numa Ideia comum, duvidando das explicações que se apresentam para o fracasso, a frustração e o sofrimento. A Ideia, que de maneira errática se desloca no campo transindividual do inconsciente esporadicamente sendo ela mesma o próprio alinhamento dos buracos singulares dos desejos rumo a um futuro novo, para além das repetições da “amizade com o sintoma” que propõe a social-democracia, é a Ideia Comunista. 

 
Para para prosseguirmos na pesquisa sobre a hipótese em encarnar este alinhamento de desejos, que por sua vez deve ser capaz de produzir novas determinações, é necessário engajar-se nas tarefas necessárias para tomar o poder. Não é possível mudar o mundo sem operar os instrumentos de imposição da arbitrariedade de uma nova norma social. Se não existe sujeito sem a introjeção da arbitrariedade da linguagem, não existe sujeito emancipado do capitalismo sem a imposição arbitrária da ditadura do proletariado. Nem todos os sujeitos terão agência no estabelecimento desta etapa primeva de construção do comunismo que se chama socialismo. Importa menos desenvolver dispositivos para o estabelecimento de uma democracia participativa de alta intensidade do que desenvolver um corpo capaz de impor um novo modelo de liberdade a seja quem for. A medida do limite da imposição arbitrária é o quanto a imposição pode ricochetear e acabar fortalecendo os movimentos de reação reformista ou reacionária. Os comunistas não são de esquerda. A revolução socialista jamais será democrática para a forma reacionária do indivíduo moderno.
 
A pergunta que decorre deste pressuposto é: quais são as estratégias e as organizações que podem vir a desempenhar o papel de imposição de ditadura do proletariado no sentido de serem dirigíveis pela crítica da economia política e disporem de disciplina e recurso para cometerem os crimes e barbarismo (adjetivações estas feitas desde um ponto de vista do individualista, pretensamente autorealizado e formalmente tomado como imaculável desde sua alocação minorada sob o Estado Capitalista, indivíduo moderno) irresolutamente necessários para o desmantelamento da economia capitalista periférica em direção a assunção de lugares desorganizadores da divisão internacional do trabalho que vigora nesta lógica da economia dependente?

NOTA #5 [06/06/2019] (RJ I)

De novo, nós temos que renovar nosso servidor. Os CEII tem suas contas para manter nossa modesta infra online né. Pena que ela ainda é subutilizada. É engraçado com tudo isso disponível o problema vira de a falta de acesso a varias coisas para não “se achar bom o suficiente” para usar elas.

NOTA #3 [13/06/2019] (RJ I)

Dialética verdadeira e a falsa
Ficou muito pior pensar a esquerda hoje. Antes da ascenção do bolsonarismo, um dos nossos grande dilemas era a nossa eterna falta de contato com o povo. Apesar de dizermos diariamente que lutávamos por eles, que estamos do “lado certo da história” etc, tínhamos a dificuldade mais simplesmente grotesca de estabelecer um contato mínimo com essa gente. As contradições, de valores, estéticas etc, tornavam insuportável qualquer convívio mais próximo. No entanto, era uma dificuldade que aparecia como uma contradição real para a esquerda. Nos atos, volta e meia as pessoas se entreolhavam e percebiam as mesmas pessoas de sempre, geralmente classe média ou servidor público, e sempre surgia aquela pergunta “cadê o povo?”. Sabíamos que o nosso sublime objeto de desejo era negado constantemente em nossa prática, e isso volta e meia causava mal estar.
Hoje vivemos uma dialética falsa, improdutiva. Hoje importa menos “falar com o povo” e mais ganhar do bolsonarimo, custe o que custar. O problema é que essa negação não é uma negação de fato, ela não esconde nada, não joga pra escanteio nenhuma contradição. A negação atual é uma negação abstrata da besta política que ajudamos todos estes anos a alimentar em nosso imaginário. Nisso, caímos em duas armadilhas. A primeira é que deixamos de lado a boa dialética que estávamos travando, da nossa contradição em relação ao povo. E segundo que estamos nos deixando levar por uma falsa dialética, que na verdade é apenas uma identificação binária que retroalimenta os dois polos o tempo todo, e, pior, torna o nosso inimigo cada vez mais forte, pois a força do bolsonarismo vem justamente da negação de tudo que lembre a esquerda. E também está ganhando por outro lado, com forte inserção nas massas. Afinal, numa sociedade repleta de homens desempregados destituídos de sua força familiar, não surpreende que uma miragem fálica ganhe tanta força – ou seja, se a gente insistir, a gente perde. Portanto, não adianta a gente dizer que temos o pau maior, que somos mais inteligentes, intelectuais, ou outras idiotices. Temos que inventar uma nova prática.
Saiu ontem um video do porta do fundos chamado balburdia. A ideia era ironizar os bolsominion que acham as universidades um antro de perversão. Mas o vídeo é apenas uma peça de propaganda para a própria esquerda (e para setores da direita continuarem nos criticando). Acho que a pergunta melhor poderia ser “que tipo de universidade temos para que a sociedade acredite que ela seja uma balbúrdia?”
A meu ver, o desafio seria tornar a negação do bolsonarismo uma negação verdadeira. Ou seja, ao menos tentar entender, escutar minimante, os motivos reais que fazem essas pessoas nos odiarem. Despersonalizar o ódio e parar para escutar (na boa escuta, óbvio. Sem a escuta soberba que marcou o final das eleições do ano passado, onde todo mundo “queria conversar”, mas apenas para convencer as pessoas).
Sei que é muito difícil, no limite do insuportável. Mas é a opção comunista desde sempre: escutar. Escutar aquilo que nos é estranho, suportar este sofrimento, se permitir o contato com o incomum. Pois mesmo na palavra in-comum, ainda devemos tentar ver o radical -comum.

NOTA #4 [06/06/2019] (RJ I)

Como o papo das últimas reuniões tem sido o Psol, me disponho aos camaradas para bate papo sobre o partido. Dúvidas, curiosidades, fofocas. Fui militante orgânico por 4 anos e por 2 anos dirigente suplente daqui do RJ. Defendi teses em plenárias e ajudei a construir núcleos importantes no interior do estado, como o Psol Três Rios. Continuo filiado, mas encerrei minha militância no final do ano passado. O que precipitou minha saída foi um fato puramente pragmático. Com o final do primeiro turno e a provável vitória do Bolsonaro, o horizonte de conjuntura para alguém com o perfil profissional como o meu, traçado para fazer carreira acadêmica no serviço público, iria piorar muito (o que se confirmou este ano). Como a candidata que estava apoiando não venceu as eleições e a possibilidade de profissionalização pela política ficou remota, decidi dar um duplo twist carpado e arriscar a via empreendedora. Eu já tinha uma startup desde o ano passado e decidi que este ano me dedicaria de forma séria a ela. Mas continuo com amigos no Psol, e tb com as mesmas críticas e inquientações.

NOTA #3 [06/06/2019] (RJ I)

Regra Especial da Notas do CEII RJ I:

– O Secretário Geral pode trocar notas devidas à célula por tarefas ao coletivo e seus subconjuntos.
  1 – Quais tarefas são válidas e quantas notas serão descontadas ficam a critério do SG.
  2 – Notas descontas dessa maneira são consideradas como retirada de dívida, ao invês de notas extras. Por isso, não podem ser consideradas como crédito para dívidas futuras.

NOTA #2 [13/06/2019] (RJ I)

Questões crise e crítica:

Após uma troca de ideias com a camarada Bia pareceu me que poderíamos resumir em linhas gerais medidas que podem ser adotadas a partir de nossa experiência de aprendizado na diagramação, de maneira que possa facilitar o trabalho da próxima diagramação tornando o tempo mais eficiente.

– Sobre formatação; Ao longo deste tempo nos pareceu importante adotar um padrão mínimo de formatação, a fim de tornar mais simples o trabalho na diagramação do texto. Para as revisões foi adota o padrão ABNT. Essa parece ser a tendência daqui pra frente, o que pode ajudar a simplificar o trabalho nas diagramações futuras. Contudo as nuances que o trabalho com o texto no softwere de diagramação pode sofrer, causam dificuldades para quem está diagramando. O uso de muitos itálicos é um exemplo de uma dessas “nuances”. Quanto a esse tema a experiência demonstrou que o uso muitas vezes indiscriminado do itálico causou maior atraso ao trabalho de diagramação. Portanto a fim de evitar tais percausos, recomenda se adotar uma norma fixa para o Itálico. [De preferência somente para Títulos de obras].