NOTA #1 [27/06/2019] (RJ I)

A campanha de vakinha Periferia sem fome do MTST, ver aqui https://www.vakinha.com.br/vaquinha/571550, foi um impressionante fracasso. Foi 50 mil reais (valor ínfimo) e não arrecadou se quer 15 mil em um mês de campanha. Este é o grau de idealização que chegamos. Somos capazes de “ir pras ruas” lutar por um futuro melhor, mas incapazes de darmos um passo de curto prazo mais consistente nesta direção. Enquanto a gente não parar para pensar em formas de ganhar dinheiro em curto prazo, jamais chegaremos perto dos problemas reais da classe trabalhadora.

NOTA #6 [13/06/2019] (RJ I)

24/07/2019
Entre 10:53 e 11:02
Whats App
editado
“Tem que focar no aspecto terapêutico do trabalho, esquece o aspecto salarial. Ter um trabalho é bom porque tu vai se ocupar com outras coisas mais do que o de sempre.”
“Verdade. E por pior que seja o salário, já garante minha academia, a cuidadora da minha mãe e até minha analista.”
“Pois é. Tipo, imagina a benção que será ir para a terapia e poder desabafar sobre seu trabalho DENTRO da análise?! Salário ruim é vida, é saúde psíquica. Só não ver quem não que existe uma indústria do inconsciente. A verdade é essa.”
“Tô pensando aqui. O brasileiro é feliz por qual razão? Tu sabe? Eu sei, cara. É porque a gente hisperexplorado. A verdade é essa! Poha, se imagina numa Suécia? Tu consegue?! O sujeito fica refém de si próprio, não dá, é muita pressão. Tudo funciona no lugar. A economia, a política, o senso cidadão médio, é tudo direito num lugar desses”

NOTA #5 [13/06/2019] (RJ I)

Digamos que existem, basicamente, duas formas de lidar com a indeterminação dentro de uma coletividade/organização/instituição:
1) A lida ao modo carioca: Aparentemente aceita a indeterminação, mas no fundo crê numa ordem/lei mística (“deixa a vida me levar”/ “deixa acontecer naturalmente”)
2) A lida germânica com a norma/lei: É necessário conter o máximo possível a indeterminação por meio da obediência às regras, como se estas transformassem a indeterminação em situações determinantes.
Tendo em vista essas formas de lidar com o coletivo (os outros, as leis e o todo), quais outras formas possíveis?