NOTA #5 [12/09/2019] (RJ I)

O projeto de oficina acadêmica ainda está funcionando? Ou ainda está sendo reconfigurado? Não entendi a situação somente pelo áudio. É um projeto interessante porque trata também da questão de ser o vínculo universitário um requisito do mundo de trabalho. Um papel denominado diploma mantém a divisão do trabalho extramuros universitário. Pela página parece ativo, tem inclusive contatos telefônicos disponibilizados.

NOTA #8 [15/08/2019] (RJ I)

Como ocorreu de fato a discussão do possível alcance do Curso EAD? Como se pensa hoje em utilizar de forma subversiva o uso da plataforma virtual para um debate sobre o fascismo se temos justamente uma privatização das informações fornecidas nos cursos à distância pelas mesmas empresas detentoras de dados? Estamos falando de disputa hegemônica e de como foi estruturado um curso em que os algoritmos representam justamente a desconfiança e a cultura pelo medo imputada ao outro pelas políticas de base de dados. É preciso pensar que a google ao qual estão vinculadas as plataformas facebook e instagram ( principal meio de divulgação do curso) não ia alcançar além do mesmo público de sempre, esta é uma característica da modernidade digital, na melhor hipótese “big data” = “big brother”. O estado é vigilante e neste momento acaba de ser aprovada uma legislação que vai vincular o CPF a todas as informações inclusive sobre a saúde do sujeito. Através deste pouco alcance de público, será possível ainda repensar o curso naquele formato¿ afinal o aspecto positivo é justamente o alcance pela redução do custo tanto para os organizadores quanto para os participantes e isto também é inclusão social na atual conjuntura econômica. No entanto, este novo fato relacionado ao fracasso da propaganda aponta para o sintoma de alcance disputável do estrito círculo próximo de amigos, portanto, é um sinal de pouca visibilidade e não há como disputa-lo com o marketing empresarial do monitoramento. Afinal , qual foi o perfil dos inscritos e qual foi o saldo do trabalho empregado até o reconhecimento da necessidade de cancelamento?

NOTA #7 [15/08/2019] (RJ I)

No último domingo, o artista Kelson Succi, ganhador do Grand Prix Cannes Lion 2019 com o filme Bluesman, de Baco Exú do Blues executou uma performace no evento Artcore (MAM Rio) intitulada: “Isso não é uma obra do Jackson Pollock”. Nesta intervenção, o ator perfura um carro branco com uma grande broca simulando perfurações de bala ao som de uma narração com frases ligadas ao racismo, violência e apartheid social. Ao fim das 80 perfurações, (remetendo ao fato ocorrido no Rio onde uma familia foi alvejada 80 vezes pelo exército) o ator derrama uma balde de “sangue” no carro e em alguns observadores próximos.

no dia seguinte, a página de um site ligado ao evento noticia que poucos minutos após o fim da intervenção, pessoas coloriam o carro até então manchado de vermelho, entravam no carro e tiravam selfies sorridentes, uma turma branca que provavelmente não entendeu a proposta.

NOTA #4 [12/09/2019] (RJ I)

O curso EAD oderia não ser exatamente sobre o 21 lições sobre o século 21, do Harari, mas inspirado em. Vejo que tem um mercado que não sei se é grande de uma galera que faz uns resumos de livros pops e tal, e de repente era uma fazer isso, com esse diferencial de serem leituras um pouco mais (metidas a) “sofisticadas” e críticas ou, pelo menos, com a marca de um diploma e tal. Poderia servir tanto pra galera que lê e quer pensar um pouco mais o livro, pra quem quer se preparar pra concursos em que caem questões contemporâneas e pra quem não quer ler o livro mas quer poder conversar sobre ele com propriedade — entre outros. Muita viagem?