NOTA CEII SP

O texto de Tales tem uma virada interessante, mas talvez mal elaborada, o que pode ter acontecido em função do texto ser pequeno, de uma analise mais econômica-política para uma análise da “cultura”, o que eu acho seria uma especie de critica ideológica. Mas seria esta msm a melhor forma de fazer crítica ou análise da ideologia? Tenho para mim se tratar de um método um pouco raso, apesar de realmente verdadeiro em algum sentido. Acho que qualquer pensamento que tente lidar com a questão da ideologia deve passar pela questão do sujeito para fazer jus ao “logia” do conceito, como fizeram Zizek e Althusser.

NOTA CEII SP

Sobre uma das notas lidas na reunião sobre revisitarmos o projeto do CEII pensei que realmente isto pode ser uma boa. Tenho vontade de discutir algumas coisas que me atraíram muito no projeto e que de alguma forma na prática do CEII não estão tão presentes. Minha sugestão é separarmos a cada reunião 15 minutos para uma leitura compartilhada com uma breve discussão.

NOTA CEII SP

Muito interessante pensar a questão da arte como um local que atualmente é de repetição e de como perdeu uma possibilidade de ser um local de emancipação. Parece ser uma possibilidade de escapar das lógicas atuais, inclusive de consumo, mas cada vez mais é mercadoria. Ainda é possível pensar uma arte que tenha sentido emancipatório?

NOTA CEII SP #11 [17/10/2018]

Discutíamos como que a partir da década de 70 no Brasil a relação da população com o consumo mudou de patamar. E como o Lulismo reforçou esta inclusão pelo consumo e foi além chancelou uma sociedade de consumo como política da esquerda e hoje parece que estamos completamente envoltos em uma sociedade de valorização da mercadoria e de transformação de tudo em mercadoria, inclusive de recursos como a água. A greve dos caminhoneiros vai colapsar justamente a possibilidade de consumo. Mas ora como poderemos disputar esta questão e pensar um outro (des) envolviment

NOTA CEII SP

“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza” (Gabriel Garcia Marquez)

NOTA CEII SP

Na matemática moderna a inclinação ao compromisso de sua limitação torna-se visível na construção de cada detalhe, e, constitui, portanto, em sua conjectura mais “concreta”, um elemento estrutural eficaz no âmago de seu próprio teorema. Existe uma aparente aproximação com o caráter regulativo e oculto da refutação que ao invés de ser descartada torna-se vinculativa e formadora numa explicitação de lemas. E do mesmo modo, cria-se uma aparente afinidade que incorpora o lema como condição adotando uma mobilidade e um contínuo processo, representando um equilíbrio oscilante. A análise da prova, por isso, precisa ser mais rigorosa enquanto às suas leis, e estas são mais imperativas quando em sua conjectura tornam-se menos definíveis no sentido de incorporação da validade da proposição. Por meio desse procedimento, a conjectura tem possibilidade de manter-se em equilíbrio, de pôr-se como objetivamente lógica e superar a mera abstração dos conceitos não incorrendo ao irrealismo e ao irracionalismo.

NOTA CEI SP

Na conversão e aceitação do fundamento abstrato e racional das conjecturas afirma-se o autorreconhecimento da abstração dos pressupostos matemáticos. De tal maneira, ao inspecionarmos a prova, disto emerge, a anterioridade suposta da comprovação da teoria, ademais, se aceita para refutá-la. A criação do método analítico confirma profundamente, que se pode pensar na existência da dissonância até sua correspondência. Por exemplo, nos contra-exemplos globais, o que fica em jogo é a própria conjectura e diante disto há a intrínseca possibilidade de alteração do teorema. Na matemática moderna sua afirmação é a própria análise de suas conjecturas. O que implode a própria estrutura analítica.

NOTA CEII SP #9 [17/10/2018]

O homem agora diante da fragmentação força a matemática a orientar-se para um novo objetivo, com isso, afirmam-se mais uma vez a distância que há entre o discurso e o mundo. A matemática moderna se insurgiu como uma forma madura de cuja objetividade reside no fato de admitir que seus teoremas não sejam capazes de penetrar a realidade garantindo verdades universais como foi outrora. O dado a priori de verdade inquestionável perde-se na gama de princípios colocando-a em seu devido lugar, a saber: na dúvida. Tomado como um amadurecimento viril, a passividade dos teoremas não se torna mais, uma necessidade formal, antes define a relação da matemática com seu processo interior e sua relação com o mundo circundante. De chofre, descortinam-se então seus teoremas abandonados por uma verdade inquestionável. O matemático ironicamente desmitifica seu próprio labor. A objetividade orientada para uma nova relação reside, assim, na perda de crença na transcendência afirmativa entre discurso e mundo. O fato simbólico ganha independência de sua representação e, por sua vez, a suposta representação age da mesma forma. A morte da verdade na matemática admite a tônica moderna, de contrariedade do essencial.