Nota CEII SP #1 [21/06/2018]

Elaborações sobre a invasão do neoliberalismo na vida e nos espaços de formulações de luta
Novamente volto a esta temática que tem me angustiado e me feito pensar como pessoas que outrora estavam envolvidas nas atividades de militância acabam por ter de se afastar. Em geral o argumento está ligado a exercer muitas tarefas no trabalho, nos estudos, na vida cotidiana e não mais encontrar espaços para atividades coletivas de militância. O neoliberalismo nos faz pensar como empreenderes de nós mesmos e mesmo contra a meritocracia entramos na lógica de sermos os melhores a ponto de nossos tempo estar cada vez mais voltada para esta busca. Não nos organizamos para estar nos espaços coletivos, ou temos dificuldade de sustentar esta participação. Outra questão imediatamente ligado a este debate se refere a comunicação, como estamos sempre disponível para as redes criando indisponibilidades em outras áreas. Mais um elemento que adiciono a este tempero neoliberal que coloniza nossa vida é a melancolia existente que me parece estar ligado a questões que produzem pessoas endividadas, midiatizados, securitizados e representado. A questão da representação e de um esquerda que precisa enfrentar este debate e defender um grau zero de representação me parece a resposta mais interessante a invasão do neoliberalismo nas nossas vidas

Nota CEII SP 14/06/2018

Em ‘A Tirania da falta de estrutura’ Jo Freeman diz da relação da das estruturas formais e informais, pontuando que ser governado pelas relações informais diz de um excesso de afetos no comando do grupo, lógica esta que vem com um elitismo e mentalidade de ‘vestiário’ e obviamente, menos plurais e convidativas – quem sabe, quase uma regressão à horda Freudiana na incansável busca pelo líder messiânico, que é um outro vício antigo na esquerda. E ainda assim, não menos interessante para ser questionado nos dias de hoje. Gostaria de saber se os camaradas vêem isto no CEII? Segue a passagem para papearmos:
“Embora essa dissecação do processo de formação de elite dentro de pequenos grupos tenha sido crítica em perspectiva, ela não é feita na crença de que essas estruturas informais são inevitavelmente ruins – apenas inevitáveis. Todos os grupos criam estruturas informais como resultado de padrões de interação entre os membros do grupo. Tais estruturas informais podem fazer coisas muito úteis. Mas apenas grupos não estruturados são totalmente governados por eles. Quando as elites informais se combinam com um mito de “falta de estrutura”, não pode haver tentativa de colocar limites ao uso do poder. Torna-se caprichoso”

Nota CEII SP 31/05/2018

Acompanhando algumas discussões sobre o colóquio no Rio mês que vem, me dei conta de que o CEII sofre de um mesmo problema que encontro frequentemente em outros coletivos de esquerda (que novidade). O problema que aqui nomearei de “semblante” consiste em um esforço em “se fazer”. Estou dizendo dessa imagem de organização e eficiência aliada a uma grande capacidade produtiva e de organização de eventos que passamos pra muitos que são de fora e que esconde a verdadeira falta de unidade de pensamento ou mesmo a forma não equivalente com que os membros se engajam no coletivo.

Acredito que no CEII, por se pretender ser um espaço que qualquer um posso ocupar, esse “semblante” mais nos atrapalha que nos ajuda.

Nota CEII SP 07/06/2018

A filosofia desde a grécia antiga foi um movimento repleto de descontinuidades de tempo e espaço, sobre o qual se desenvolveram distintos momentos da filosofia. Estes momentos são localizações particulares da inventividade universal da filosofia e não ocorrem de forma homogenea. Os mais notáveis momentos da filosofia foram sem dúvidas o que ocorreu entre o século V a.c. ao III a.c. na Grécia clássica, fundamental e criador de todo o que sucedeu, e o que ocorreu entre o fim do século XVIII e o início do XIX na Alemanha, que impactou profundamente o pensamento mundial moderno.


A despeito do que se possa dizer em contrário, a filosofia francesa contemporanea se assemelha em muitos aspectos aos grandes momentos da filosofia grega e alemã. Este periodo ocorrido entre os anos quarenta e os noventa (ou quizas até os dias atuais) do século XX de intensa efervecencia intelectual na França, que não apenas gestou diversos autores, mesmo que muitas vezes contrários aos ditames clássicos da filosofia ou, imersos em outras disciplinas científicas ou do pensamento. Estavam ai, dentre outros, Jean-Paul Sartre, Gastón Bachelard, Maurice Merleau-Ponty, Claude Lévi-Strauss, Louis Althusser, Jacques Lacan, Michel Foucault, Jean-François Lyotard, Jacques Rancière, Jacques Derrida, Giles Deleuze, incluindo o próprio Alain Badiou e mais recentemente até Jean-Luc Nancy e Philippe Lacoue-Labarthe.

Nota CEII SP 14/06/2018

Curti as sugestões de leitura que tivemos na reunião. Espero que após a escolha, consigamos manter o ritmo e a motivação para irmos até o fim de forma produtiva. E principalmente, que não fiquemos tentando mudar a leitura no decorrer da mesma, já que o processo de escolha é bastante aberto e democrático.

Nota CEIISP #4 [07/06/2018]

Nota desabafo: Por vezes o CEII foi acusado de elitismo, eu me questiono se isto não continua rolando de um modo paralelo. Por vezes o pessoal fala de abrir o que a gente estuda como meio de fazer viver o tema dentro do CEII, colocar para que os camaradas ouçam sobre as pesquisas, porém em momento algum ouve acolhimento por parte dos camaradas para ouvir sobre minha pesquisa. E por isto, tenho feito vínculos com pessoas de fora. Será que isto se passa com outros colegas? E sem contar aquele clássico modelo de ‘siga ao mestre’ enquanto referência dinâmica que parece ainda guiar algumas relações dentro do CEII.

Nota CEIISP #3 [07/06/2018]

Curti as sugestões de leitura que tivemos na reunião. Espero que após a escolha, consigamos manter o ritmo e a motivação para irmos até o fim de forma produtiva. E principalmente, que não fiquemos tentando mudar a leitura no decorrer da mesma, já que o processo de escolha é bastante aberto e democrático.