NOTA #1 [06/06/2019] (RJ I)

A fundação do CEII envolvia um certo diagnóstico sobre a esquerda contemporânea. Alguns filósofos, considerados importantes à fundação do grupo, sugerem que o militante pós-URSS é profundamente marcado pelo fracasso do socialismo real.
O PSOL, sobretudo naquela altura, parecia um espaço privilegiado para observar os efeitos práticos dos argumentos teóricos destes filósofos. Como seção socialista de luta política, o PSOL negava o socialismo realmente existente. Como seção socialista brasileira de luta política, o PSOL negava o PT. Da reunião de muitas resistências ao fracasso, o sentimento de unidade do partido reproduzia um tipo de subjetividade militante avesso à vida partidária, aos problemas da disciplina, da burocracia, do poder, entre outros, em nome de um certo de ideal de liberdade, diversidade etc.
Acredito que o esforço do CEII sobre os símbolos clássicos do socialismo histórico eram um jeito de tencionar a questão da subjetividade militante. De construir as condições de possibilidade para que essa imagem pudesse ser reimaginada para fora dos impasses e dilemas usualmente acusados por tendências críticas à direita, mas também à esquerda.
Esforço realizado sob a aposta de que certos valores relacionados à ideia de liberdade, a rigor, só podem ser constituídos, praticados e sentidos sob uma organização.

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