Nota #1 [17/12/2013]

Vários pontos interessantes surgiram da reunião. O primeiro é que os eventos dizem sobre o ser: na arte os eventos artísticos tendem a dizer a verdade sobre o processo subjetivo, é onde se aprende aprende sobre a passagem  do singular ao universal, com os eventos artísticos. Nos eventos amorosos se aprende coisas novas sobre o processo de decisão sem fundamento. Nos eventos políticos se aprende sobre a nomeação e o se endereçar a qualquer um. E, na ciência aprende-se o ser enquanto ser. Todos os processos vai incluir essas características e a filosofia pensa a compossibilidade do procedimento genérico. O segundo ponto interessante fala sobre oposição militante x institucionalização-partido, quando na solidificação se perde algo fundamental. Como fazer que o militante nao tenha outra fundamentação que nao ele mesmo, que seja um santo,  sem uma instituição para dar respaldo, em vez de padre, sacerdócio. Como superar o desafio da exceção x operação, se a institucionalização esta do lado da mortificação subjetiva? A solução apresentada seria com a fidelidade produzindo algo alternativo. Outro ponto interessante se refere as soluções possíveis para este impasse articuladas por Lacan ao elaborar o  ‘desejo analista’, como posição do analista, o ‘ato analítico’ como o que o analista faz em relação ao que o analisando atravessa, e o ‘discurso do analista’, que aborda como funciona o laço social na instituição psicanalítica. A, partir desse ponto, Lacan vai elaborar os quatro discursos que tratam do laço social, e, para mim estes discurso revelam as formas da identificação com as identidades.  O analista é um cara que nao se identifica com o jogo que acontece na clinica, pois, a partir de sua análise, nao assume uma identificação. Então, como se poderia identificar o grupo das pessoas que também não assumem uma identificação, um grupo de analistas? Como analistas formam um um grupo? Diante desse problema, Lacan vai pensar como as pessoas se identificam, se organizam, e como ocorrem as relações entre as identificações, e o jeito que a pessoa não se identifica. Se faz laço com as pessoas ou nao faz. Um grupo que não faz grupo e os outros jeitos, com a identificação central,  ou que busca por identificações. Assim, cada jeito de se fazer grupo vai constituir um discurso, na obra lacaniana. Aquilo que faz laço social, a teoria da forma de fazer grupo, o discurso em relação a uma posição subjetiva. Por fim,  o quarto ponto se refere a esse desdobramento da questão do sujeito não baseado na identidade, através de uma nova relação entre sujeito e a lei separado da identidade. Se a lei permite que você se identifique como sujeito da lei porque certas identidades são permitidas dentro de certas comunidades, o sujeito vai ser universal porque ele vai fundar uma lei, uma operação diferente que substitui você ter uma identidade localizada num lugar especifico na comunidade.  Como fazer isso? Badiou chama essa operação de subtração, uma diagonal do discurso em vez de uma síntese. Deste modo, surge a pergunta, seria a análise lacaniana uma forma de se fazer o sujeito ascender a essa nova posição subjetiva, fora-da-lei-numa-nova-lei? Isto é, que produz um procedimento que gera uma fidelidade que faz essa operação se realizar?…

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