NOTA #1 [22/01/2015] (SP)

A IDEIA DO COMUNISMO

 Convencer meu entorno individual, esposo ou esposa, vizinhos, amigos e colegas, de que existe também a fabulosa exceção das verdades em devir, de que não estamos fadados à formatação de nossa existência pelas exigências do Estado. É claro que, em última instância, apenas a experiência nua, ou militante, do processo de verdade, forçará a entrada desse ou daquele no corpo de verdade. Mas para conduzi-lo ao ponto em que essa experiência ocorre, para torná-lo espectador e, portanto, já meio ator daquilo que importa para uma verdade, a mediação da Ideia, a partilha da Ideia são quase sempre necessárias.

Na reunião do dia 22 de janeiro de 2015, o grupo de São Paulo começou a discussão sobre a organização da conferência “A Ideia do Comunismo”, no Rio de Janeiro, em 2016. As propostas levantadas em conjunto para o evento lembraram-me o trecho de Badiou citado na epígrafe, a qual expressa o “dever” de compartilhamento das Ideias necessárias para que possamos ter processos políticos efetivos.  Para Badiou, o que chamamos de fracasso do comunismo faz parte da trajetória do movimento, não significando a delimitação do fim de uma experiência histórica.  Sua obra traz a ideia de revitalização do comunismo e novas formas de organização da esquerda.

Pensando na revitalização das ideias, muito me chamou a atenção que entre os nomes citados para integrar a discussão da Conferência 2016 poucos eram de intelectuais da América Latina. Será que não estamos integrando e transformando todos em atores do movimento? Continuaremos com a ideia do que o que vem do Outro é sempre mais interessante? E o que muito me interessa nesse tipo de evento aqui no Brasil é exatamente pensar o comunismo e as estruturações da esquerda nos países da América Latina, conforme suas demandas e conjunturas particulares.

Por isso, parece-me interessante pensar em nomes como: Marcos Del Royo, Antonio Mazzeo, Kennedy Ferreira, Raul Fornet- Batancourt, Pablo Gentili, Ana Maria Barletta, Carmen Caamanõ, Leticia Salomon, entre outros. Devemos pesquisar e integrar novos nomes nas mesas principais e suplementares, pensando como a Ideia Comunista, como uma Verdade, se manifesta nos diferentes contextos e o como fracasso do movimento redirecionou diversos aspectos políticos e sociais em cada lugar.

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