Nota #1 [22/10/2013]

Badiou descreve a conversão de Paulo no caminho de Damasco como uma “ação fulminante”, uma intervenção absolutamente casual”, para afastar a hipótese de uma transformação subjetiva gradual. No entanto, o fato de que uma transformação não se dê por etapas não implica que ela seja “absolutamente casual”. Como conciliar a leitura de Badiou com o axioma freudiano (e marxiano) de que não há acaso na vida psíquica? Por que, em nome de um incondicional, desprezar as condições que conduzem Paulo, e não outro homem qualquer, a alucinar Cristo, e não outra coisa qualquer?

 

 

3 ideias sobre “Nota #1 [22/10/2013]

  1. penso que o que importa na conversão paulina é o fato dela não ter sido dialética…no sentido de uma tese – antítese – síntese – mas ‘fulminante’…isto é…ele se deparou com algo que adquiriu para ele significado de ‘verdade’…algo além da razão e da racionalidade com que estamos acostumados a ter como referente do mundo…e que só poderia ser sustentado por ato de fé em relação a ela…de onde isso vêm?…o que faz algo adquirir este valor, para uns e não para outros, é a questão?…

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