Nota #1 [25/03/2014] (RJ I)

Parto de um comentário feito na sessão sobre “a consistência ser produto do dar-de-si”.

O que leva a pergunta, por que uma psicanálise tem que ser paga (e cara) para funcionar.

Aponta-se ai para algo da ordem do compromisso.

Então, a pergunta em relação ao CEII é como se dá a consistência da instituição, a partir da contribuição de cada um de seus membros.

A saída da C* nos marca do mesmo modo que se faz uma boa interpretação analítica. Nos convoca na nossa posição de sujeito, para nos perguntarmos “o que aconteceu?”, de que maneira estamos implicados nesse ato da colega. Abre-se um campo de significação, além do simplesmente dito em sua justificativa.

 

Ata do encontro.

 

Falou-se sobre a próxima visita do CEII ao Instituto Sinthesys, sobre a assinatura da Carta do Morro do Alemão de repúdio a violência, sobre a Clinica do Testemunho e sobre os projetos paralelos.

Levantou-se a ideia da escolha de alguém para se responsabilizar por estes projetos paralelos e a utilização do orçamento. Perguntou-se por que algumas atividades projetadas sofrem resistências na sua execução.

Foi lido o formulário de desligamento da C* que falou sobre a questão de institucionalização do CEII.

Levantou-se o fato de que nao é a primeira vez que alguém sai do CEII por causa do Projeto.

Também, se o transvestido de classe proletária como classe media (Brasil) pode ser tratado como Revolta da Burguesia Assalariada (Zizek).

A declaração vai ser verificada no futuro. É preciso demarcar o que aconteceu (a dimensão de ruptura com a situação) e a possibilidade com o genérico.

Sem se dar-de-si a coisa nao tem consistência.

Os dois discursos da dominação com base no eu: “Eu estava lá” e “de tão verdade que é eu nao precisava estar lá” .

O grandes problemas matemáticos é o irracional aparecer no meio do racional (Livro “O irracional”). O trabalho de racionalizar isso, começa um outro trabalho.

Na memoria, o ponto de partida é uma particularidade (individuo, comunidade, perspectiva). Como depois universalizar ou generalizar isso? O acontecimento parte disso (da singularidade, do irracional) rumo ao universal. O fato elimina essa construção, como se fosse possível partir do universal como se ele fosse dado. A memoria tenta alcançar o universal com o particular e nao o singular.

Só a forçacão da permanecia (persistência?) produz a consistência. O processo de subjetivação onde nao tem lugar.

Nada que termina é acontecimento (Badiou). O fim das coisas é da ordem dos fatos e nao do acontecimento. O fim nao propõe nada, nao pode ser suplementado por nenhum desenvolvimento ou uma fidelidade, portanto nao seria evental:  alguma coisa que pode tornar algo possível em seguida.

Pensamento politico condicionado como filosofia da comunidade (1793). O que nao tem a força do múltiplo puro nao pode conservar os poderes do Um. As capacidades estruturais da usurpações são mortais. Comunismo na perspectiva de como nomear uma comunidade universal, fim de classes, e o contrario de qualquer império.

A morte é o retorno do múltiplo ao vazio que o compõe, a sua dissociação . O que se pensa na morte é a nulidade intrínseca do ser.  Todo acontecimento é uma proposição infinita, na forma radical de uma singularidade e de um suplemento. O fim, apesar da angustia, não propõe nada.

Filosofia como bom terror. O terror em nome de uma ideia. Em nome de um principio vazio se vai investigar quem participa ou nao do movimento Mas como o principio é vazio, como se vai medir o engajamento das pessoas? Cria-se um aparato de suspeita dos outros, para dar conta disso. Arruma-se um critério identitário. Problema do fascismo qdo se positiva o traço. Ou confiança em forçar o traço vazio, nomear tudo tão perfeitamente, que vai se dizimando as pessoas, as quais nao se tinha certeza. Na noção identitária da classe que nao se tem identidade, nunca se vai poder discernir completamente. Positivar algo negativo. O trabalho é um traço que marca. A fetichização do trabalhador é tão grande que impede que o trabalho se dê.

O acontecimento é de natureza tal que o logus filosófico nao tem condições de declará-lo.  Um dos fenômenos pelo qual se identifica um acontecimento, é que ele seja como um ponto real que coloca a língua num impasse. O que impõe a existência de um novo discurso e de uma nova subjetividade. É propriamente inominável. Mas, também nao é suficiente em exceção para a exceção da língua ser marcada. Não é marcado positivamente nem negativamente. E na dificuldade de falar se encontra uma coisa em comum. Colocar a língua num impasse nao é só se referir a uma experiência que as palavras nao alcançam. Poe a linguagem em cheque, mas também é comum demais. Não é uma experiência singular tipo um insight místico que garante o que se vai fazer.

Sustentar distinções e diferenças onde o outro e a linguagem nao sustenta.

Estado da situação é dividir as determinações de modo que o vazio nunca apareça, por razoes de estrutura.

A revolução como consequência da verdade politica (Baudiou).

Loucura da predicação (Paulo) e consciência da miséria (Pascal).

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