NOTA #1 [28/01/2019] (RJ I)

” Recentemente li um texto escrito em 2016 pela Clarisse Gurgel (profa. da UNIRIO) intitulado ‘Ação performática: a política revolucionária entre a depressão e o êxtase‘. Gostei muito do ensaio e achei muito interessante a ideia dela de que há ‘uma tendência que temos observado nos partidos revolucionários a priorizar a realização de eventos como manifestações e protestos em detrimento de trabalhos mais metódicos e continuados’ (Gurgel, 2016), é isso que ela chama de ação performática que operaria a partir de uma espécie de “simulação de radicalidade” e espetacularização da política (basta vermos o boom das dancinhas pró-Aécio e, mais recentemente as pró-Bolsonaro, mas à esquerda não escapamos muito disso). Achei o texto provocante para pensarmos o que exatamente queremos dizer quando falamos sobre visibilidade/invisibilidade política. Para Clarisse ‘ A ação performática, portanto, é uma tática de visibilidade compensatória em face da ausência de enraizamento real de sujeitos coletivos nas suas bases sociais.’ Gostaria de ouvir os/as demais companheiros(as) sobre isso, fiquei me perguntando sobre o papel da visibilidade na organização política.”

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