NOTA #10 [09/01/2018] (RJ I)

Sobre a fantasia de que estão sendo altas coisas rolando dentro do consultório — política –, me lembrou um comentário sobre outra fantasia de engajamento, de artistas, chamado Creative Tyranny, que eu sei que o Gabriel já viu mas queria mostrar mesmo assim:

“Não importa quão subversivo o conteúdo de tal arte se torne, ele nunca deixa de apoiar a hegemonia capitalista. Os artistas fornecem evidências concretas de que o capitalismo alimenta a “criatividade” autônoma e tolera até mesmo o mais intemperante de seus excessos contraculturais, enquanto que, na verdade, absorve as energias criativas dos não-artistas para valorizar os bens de consumo, colocando-os num uso inovador em expressar identidade.””Os artistas estão ansiosos para identificar-se com – e até mesmo reivindicar – esforços como o movimento Occupy, mas seu envolvimento […] confunde protestos e desencaminha esforços organizacionais mais frequentemente do que o oposto. Quando a prática artística é postulada como uma política, ela tende a enfatizar o esforço individual e distrair os movimentos de buscar o tipo de mudança social que poderia beneficiar a grande parte da população que não estava interessada em viver suas vidas como arte.”

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