NOTA #10 [09/05/2017] (RJ I)

Marx escreve no posfácio da segunda edição de O Capital.

Meu método dialético, em seus fundamento, não é apenas diferentes do método hegeliano, mas exatamente seu oposto. Para Hegel, o processo de pensamento, que ele, sob o nome Ideia, chega mesmo a transformar num sujeito autônomo, é o demiurgo do processo efetivo, o qual constitui apenas a manifestação externa do primeiro. Para mim, ao contrário o ideal não é mais do que o material, transposto e traduzido da cabeça do homem (…) A mistificação que a dialética sofre nas mãos de Hegel não impede em absoluto que ele tenha sido o primeiro a expor, de modo amplo e consciente, suas formas gerais do movimento. , Nele ela se encontra de cabeça para baixo. É preciso desvirá-la, a fim de descobrir o cerne do racional dentro do Invólucro místico. Em sua forma mistificada, em sua forma mistificada, a dialética esteve na moda na Alemanha porque parecia glorificar o existente. Em sua configuração racional, ela constitui um escândalo, um horror para a burguesia e seus seus porta vozes doutrinários, uma vez que, o entendimento positivo do existente/permanente, inclui, ao mesmo tempo, o entendimento, de sua negação, de sua necessária passagem. Além disso, apreende toda forma desenvolvida no fluxo do movimento, portanto, incluindo o seu lado transitório; porque não se deixa intimidar por nada e é, por essência, crítica e revolucionária.

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