NOTA #10 [18/09/2017] (RJ I)

Cada vez mais parece evidente e perseguida a noção de radicalização na democracia e consequentemente um certo tipo de obssessão demasiada pela etica onde a horizontalidade é um de seus principais objetos. Todavia existem processos que não cabem dentro da horizontalidade. Um exemplo claro é quando acontece algo extraordinario em que determinada autoridade representativa tem que tomar uma posição ou a toma porque acha que deve. Se essa autoridade representativa estiver dentro de um processo pelo qual a horizontalidade é demasiadamente exigida ele estara sendo anti ético ao ter que tomar essa decisão extraordinaria sem questionar a base antes. Ao mesmo tempo, como deveria tomar essa decisão haveria outra forma? Parece que não. Ja que extraordinario seria aquilo que não acontece nunca de forma urgente. Nesse sentido, as pessoas que delegam suas decisões pra outrem sem se preocupar muito quais serão as posições e que por vezes são taxadas manipuladas, ignorantes e etc…na verdade não o são! Porque conscientemente ou não deram a solução mais obvia de um problema que ainda não tem solução. Nesse, sentido a obssessão por uma radicalização da democracia buscando um ética verdadeira se realiza exatamente ao contrário. Nesse sentido, há esse impasse que é reconhecido pelos radicais democraticos mas os mesmo se negam a tomar a decisão mais obvia. E quando fazem isso a dimensão etica se esvai ja que não se cumpre a ética de dizer que a ética não esta sendo cumprida. Portanto, essa obssessão por uma etica, horizontal, radical e etc… é que seja o verdadeiro problema.

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