NOTA #10 [30/05/2017] (RJ I)

Post do Tutor 097 tirado do curso EAD sobre o Zizek do CEII.

“Olá Lucas,

Bom, nós já nos conhecemos e então poderíamos deixar as formalidades um pouco de lado, Luquita. O nosso supervisor técnico parece ter resolvido o problema da postagem de lá (inclusive já temos um novo comentário). Como seu amigo, fico muito feliz de você ter gostado do primeiro vídeo. É sinal de que há algo ali de “aprendível”, não?

Quanto as suas duas questões, começo pela última: vou levar essa questão ao Professor Gabriel para que a resposta seja mais satisfatória (provavelmente antes do início da segunda aula).

Quanto à primeira: realmente para aqueles que não são psicanalistas e não estão de alguma forma envolvidos com a prática clínica, com a graduação ou a formação, ou até mesmo com o jargão, o estudo de Freud é muito complicado e, diria até, confuso. Mas, particularmente, acho que a coisa funciona mais ou menos como o estudo de Marx – aquela ideia de que não se sabe muito bem, em que ordem cronológica se está e de repente parece que vamos pegando o fio da meada…

De qualquer forma, acho que há basicamente cinco estratégias:

(1) uma forma mais tradicional cronológica – por exemplo, começar da coleção standard um por um (pode ser um pouco cansativo – lembre-se da advertência da seção 1 do Capital feita pelo Althusser, mesma situação);

(2) uma temática – por exemplo, seu interesse é sobre o “Inconsciente”, ou “trauma”, ou “histeria”, ou “casos clínicos” (há certos textos que “combinam” mais entre si e não estão cronologicamente alinhados);

(3) uma forma aleatória – por exemplo, abrir qualquer livro e começar desde já (é importante para não ficar preso a certos pressupostos, mas talvez não seja tão produtivo);

(4) começar pelos comentadores e depois voltar a Freud. É uma boa estratégia, principalmente para ver de forma mais resumida a dificuldade e os desafios dos escritos de Freud. Os comentadores podem ser desde os pós-freudianos (Jung, Lacan, Ferenczi, Klein) até comentadores brasileiros mesmo, teses de doutorado, livros mais simples;

(5) trabalhar com comparações – talvez seja uma estratégia mais avançada essa. Ou seja, comparar os vários textos do Freud, de diversas edições ou até mesmos de diversas línguas e tomar os parâmetros com os comentadores. Aqui no Brasil há três grandes projetos do Freud – o standard da IMAGO, as obras da editora COMPANHIA DAS LETRAS, e as obras incompletas da editora AUTÊNTICA.

Era mais ou menos isso de que você gostaria de saber?

Aguardo um retorno e espero sua postagem, companheiro.

Um forte abraço,

Atenciosamente,

J.”

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