NOTA #11 [09/01/2018] (RJ I)

O CEII tem (a ver com) isso? A organização comunista que queremos forjar tem (a ver com) isso? A organização política que precisamos forjar na atual forma de valorização do valor, que não produz homogeneidade e que não organiza por nós os trabalhadores, bastando que a organização vire a chave (da substância ao sujeito), tem (a ver com) isso? Se sim, de que maneira? Se não, por quê? “Portanto, não devemos idealizar a “criatura” desfigurada como imagem patética do marginalizado, do excluído de toda humanidade, do objeto de solidariedade com a vítima; no mínimo, o “criaturamente” corcunda é o protótipo do servo do Poder. Não esqueçamos quem são as “criaturas” por excelência: a mulher é mais “criatural” que o homem; Cristo na Cruz é a criatura; e, por fim, mas não menos importante, o psicanalista é uma criatura inumana, não um parceiro humano (e a aposta do discurso do analista é exatamente que é possível criar um vínculo social baseado diretamente nesse excesso criatural, contornando o Significante-Mestre. Recordemos aqui le père ou pire de Lacan, “o pai ou pior”: na medida em que o analista não é uma figura paterna (uma figura de autoridade simbólica paternal), na medida em que sua presença representa e encena a suspensão dessa autoridade, não há também em sua figura algo do pai “primordial” (fico tentado a dizer anal), o Um isento da castração simbólica?” (Zizek, “A visão em paralaxe”, II.2, “Vida demais!”)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *