NOTA #11 [16/01/2018] (RJ I)

A categoria do Sujeito moderno caracteriza se por já pressupor uma relação Sujeito e Objeto, esta relação já é ela mesma um efeito do chamado ultimo rosto da metafísica expresso na técnica Moderna. Sujeito moderno  caracteriza se por já pressupor uma relação Sujeito e Objeto, ele é a força que atua sobre o objeto para se chegar a um fim desejado, nesse sentido o desenvolvimento da técnica moderna nos trouxe a uma espécie de enquadramento em consonância com o Sujeito moderno que percebe o mundo em seu entorno, tal qual a um objeto a sua disposição. Assim a figura do Sujeito moderno só pode ser concebida enquanto imersa no querer objetificante da técnica, ou seja, este Sujeito enquanto efeito do desenvolvimento da técnica já se mostra incapaz de “escutar” o envio da questão essencial do Ser pelo destino, por esta questão ele  é tido como tardio em relação à questão fundamental do Ser, pois já é um efeito do enquadramento da técnica. Assim a transcrição metafísica de um devir-sujeito do homem já é o começo do fim, ou precisamente o fim último de estabelecimento do reino da técnica, de maneira que pensar a técnica enquanto o término da metafísica é hoje a única tarefa possível que restou para o pensamento.

Portanto, a metafísica que se articulou em torno da figura do Sujeito Moderno se mostrou incapaz de lançar mão da questão do Ser, não por que o quisesse fazer assim, mas principalmente pelo esquecimento deste mesmo Ser que encontra no ente o seu último refúgio, decorre disto que a metafísica deve ser superada, pois ela mesma enquanto a própria filosofia já não são mais capazes de fornecer qualquer tipo de abertura do pensamento para o retorno do ser. Deste modo a Filosofia – tomada como a metafísica que se articulou em torno do sujeito moderno – e suas possibilidades estaria esgotada, de maneira que o Reino da técnica e seu estabelecimento já é um retrato do fim da filosofia. Assim, nosso tempo não é mais o moderno (se tomarmos como moderno, o pós-cartesianismo que organizou a tomada do sujeito e da consciência enquanto objetos de investigação do discurso filosófico, até Nietzsche), pois o nosso tempo é o da implementação final da técnica enquanto desfecho da “aventura” metafísica.

Como resultado tem se a expansão indiferente da técnica e um esgotamento de seus possíveis. Pois se antes a Filosofia detinha a questão do Ser, hoje ela só expressa o querer nadificante e nihilista de uma vontade devastadora que não se ocupa do Ser, mas sim do ente, pronto a servir como um objeto a esta vontade devastadora da técnica.

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