NOTA #12 [20/10/2015] (RJ I)

Quanto ao “choque de civilizações”, é bom lembrar a carta de uma menina americana de sete anos cujo pai era piloto na Guerra do Afeganistão: ela escreveu que – embora amasse muito seu pai – estava pronta para deixá-lo morrer, a sacrificá-lo por seu país. Quando o presidente Bush citou suas palavras, elas foram entendidas como manifestação “normal” de patriotismo americano; vamos conduzir uma experiência mental simples e imaginar uma menina árabe maometana pateticamente lendo para as câmeras as mesmas palavras a respeito do pai que luta pelo talibã – não é necessário pensar muito sobre qual teria sido a nossa reação.”

Usando o texto acima como base, gostaria de tentar entender porque as pessoas tem tanta dificuldade de se colocarem no lugar dos outros, não falo de concordar com o outro, mas de entendimento das motivações do outro. Porque em algumas situações isso é tão fácil, mas em outras tão difícil?

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