NOTA #13 [19/06/2018] (RJ I)

A razão pela qual a arte ocupa um lugar privilegiado  na Ontologia Fundamental  de Heidegger está então relacionado a um pretenso movimento de libertar o pensamento filosófico da sutura com a ciência e da sutura com a Política, ambas as suturas são identificadas por Heidegger, ao mencionar os horrores do Estado Totalitário e a força destrutiva da ciência moderna como desdobramento do que se iniciara com o surgimento da metafísica. Nesse sentido, é necessário retomar um ponto em particular do pensamento de Heidegger, que é o momento da Distinção Ontológica, em sua Ontologia Fundamental, ela é  designada como a pedra angular da discussão em torno da questão ontológica.

A distinção Ontológica remonta as origens da metafísica, pois nela se articula a luta dos Poetas pela manutenção da distinção entre Ser e Ente. Como ficou demonstrado  na  analítica existencial, a Verdade do Ser se sustenta na inconsistência do livre jogo do aparecer e desaparecer, portanto se a verdade está no campo daquilo que é da ordem da revelação ela não pode ser apreendida pelo saber e nem transmitida, nesse sentido tudo aquilo que zela pelo primado da consistência esta posto sobre o Ente. Por sua vez a “verdade” enquanto revelação carrega com sigo o elemento místico do mistério presente no aparecer e desaparecer da coisa. Em suma tudo o que se sabe corresponde aos Entes, mas este saber não é capaz de se sustentar sobre a leveza das inconsistências em que consiste a “verdade”.

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