NOTA #14 [31/07/2018] (RJ I)

Fui a um debate na última sexta-feira com a Tatiana Roque, a Mônica Francisco e o Christian Laval. Após o termino das falas dos debatedores, fiz uma pergunta sobre como a “era das expectativas decrescentes” poderia ser utilizada num projeto de reorganização da esquerda (o tema evento foi exatamente esse: neoliberalismo e reorganização da esquerda). Na resposta, a Tatiana Roque falou que achava essa visão de “fim do futuro” uma “visão muito homem branco” – ao contrário do que alguns desses estudos dizem, ela acredita que as coisas “pioraram porque melhoraram” ou seja, diversos movimentos que não tinham muita penetração na esquerda – como os movimentos identitários, por exemplo – passaram a entrar na “pauta do dia” das atividades políticas do campo progressista. Pelo o que eu entendi, essa seria uma das razões pelas quais as coisas estariam, aparentemente, piorando – elas pioraram porque, no fundo, melhoraram. Resumindo: ela discorda dessa visão e acredita que a identificação do fim do futuro é uma leitura desatenta sobre os diversos avanços recentes promovidos pelos movimentos identitários.

obs: essa é a minha visão sobre o que ela falou lá no evento – boto fé que talvez esteja bastante distorcida, mas foi basicamente isso o que eu entendi

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