Nota #16 [04/08/2015] (RJ I)

É difícil traduzir para a lógica coletiva a prática analítica de que “a resistência está do lado do analista”, ou seja, de que o problema não é o que o paciente não consegue dizer, mas o que o analista não consegue ouvir, por se confundir com o interlocutor do analisando e não discernir portanto quem é o outro a quem o paciente se dirige. Isso significa distinguir o outro dos participantes – o grupo enquanto tal – do outro do participante – o outro a quem ele se dirige – e essa distinção é mais sutil do que a entre o analista e o interlocutor abstrato do analisando.

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