NOTA #2 [01/07/2018] (VIRTUAL)

Seguramente não há uma política do amor. A política permanece antagonista. Mas as opções políticas possuem um nível que se bifurca distante e se comunicam com eros. Aquelas histórias de amor que surgem frente ao plano de fundo de ações políticas apontam para essa ligação secreta entre eros e política. É bem verdade que Badiou nega haver ligação direta entre política e amor, mas ele parte de uma “espécie de ressonância secreta”, que surge entre a vida, que é o engajamento completo sob o signo de uma ideia política, e a intensidade, que é própria do amor. Eles seriam como “dois instrumentos musicais completamente distintos em seu nome e em sua força, mas que combinados por um grande músico na mesma peça musical podem ter uma harmonia misteriosa”. A ação política enquanto cupidez comum por outra forma de vida, por outro mundo, mais justo, num outro nível mais profundo, tem relação direta com o eros. Ele apresenta uma fonte energética para o rebelar-se na política” (Byung-Chul Han. A Agonia do eros).

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