Nota #2 [09/12/2014] (RJ I)

Segundo a crítica pós-moderna do cristianismo ( e da psicanálise ) Jesus teria iniciado um movimento de subjetivação da lei. “Não há que praticar o adultério, mas basta pensar nisso para incorrer em pecado”. Mas em que consiste, justamente, tal incitação à “subjetivação” do mandamento? De que forma essa premissa pode ser interpretada como algo de outro e diferente do que a consolidação do supereu e da “hermenêutica de si”? Enfim, como considerar a condenação do adultério, o sexismo e homofobia presentes na doutrina que prega o amor universal, independente de pertencimentos comunitários ou gênero ou cor da pele? É possível oferecer uma leitura não dogmática das passagens bíblicas apegadas a certos particularismos culturais? Gostaria de ver retomada essa questão.

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