NOTA #2 [11/07/2017] (RJ I)

Luto dá trabalho

 
No Freud o luto aparece como um trabalho e não como uma posição ética – ou seja, não é uma questão de “escolhermos” nos desligar dos sonhos do passado, mas de trabalhar pra isso, efetivamente revisitando nossas vidas, avaliando o quanto dependemos desses sonhos e elaborando essas conexões. Acho que muitas vezes achamos que “fazer luto do PT” é uma questão política, tipo, mudar de ideia – mas acho que o Freud diria que não é nada disso: é uma questão de repensar o papel do PT, explícito e implícito, diretamente para nós e indiretamente, a partir do que achamos dos outros, para tentar refazer essas “conexões” afetivas.

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