NOTA #2 [19/02/2016] RJ II

Seguindo orientação de nossa SG, escrevo brevemente sobre o CEII Global e seu prognóstico para 2016. Minha impressão é que minhas intuições sobre esses assuntos são limitadas à minha experiência recente com o Círculo, bastante combalida no ano de 2015. Não sinalizo o caráter parcial ou particular da minha leitura desses tópicos para invalidar sua correção. Se bem entendi desde 2012 através do CEII, hj compreendo que o caráter universal de nossas práticas decorre do nosso envolvimento com elas e não de um ponto externo, em que nosso investimento subjetivo ou singularidade não esteja presente.

Penso que o ano de 2015 no Rio de Janeiro foi de reajuste. Precisamos atravessar “novas condições” para prosseguir com nossa organização. Tornou-se consenso o entendimento de que a unidade do grupo esteve ou está fragilizada. O que é particularmente curioso pq nunca tratamos a “coesão” do CEII como algo passível de verificação com capacidade de atestar sem dúvidas ou crises nossa consistência. O que quero dizer é que mt embora sempre tenha havido incerteza ou ansiedade entre os membros sobre a consistência do CEII, revelando então uma distinta fragilidade de nossa organização, somente em 2015 o vazio de nossa prática, que é formalmente tratada como a condição para o engajamento dos membros, que vem a dar forma ao CEII, pareceu pesar sobre nossos ombros.

Tenho a impressão, e que tb me parece ser compartilhada, que as outras células do CEII progrediram durante esse período. Vimos o surgimento do CEII no MT, com uma boa conexão com a vida partidária do PSOL local, percebemos o crescimento da célula paulista ao longo dos meses, com seus novos formulários e membros, além das células e membros virtuais internacionais que, ao que me parece, se reúnem agora na célula “North American” do CEII. Além disso tudo provar o progresso do CEII nesses membros e células [e ao mesmo tempo pesar sobre nós], a possibilidade de realizar a próxima edição da conferência “The Idea of communism” serviu para ampliar esse mal-estar dos membros do Rio de Janeiro em relação ao CEII. Ainda que seja claro que o privilégio de trazer ao Brasil essa conferência tenha resultado dos esforços e direta contribuição do CEII RJ, que em seu momento de alavancamento esteve à frente do projeto, é bem possível que nosso entusiasmo tenho se esvaziado um pouco no curso desses meses. E foi assim, ao meu ver, por vias diversas e conexas – e que consolidam a ideia de que nós, no RJ, estamos fragilizados: por um lado, o tamanho da conferência reforçou a falta de que nos ressentimos e de que falávamos; por outro lado, o engajamento de outros membros, principalmente de SP, tornaram ainda mais explícita essa mesma falta.

Eu penso que deveríamos relativizar esse, digamos, diagnóstico. Por exemplo, eu ainda não sei se o grupo de fora do Brasil do CEII mantém uma relação com o Projeto do Círculo ou se com a atividade ler e estudar seus autores [num primeiro momento, qnd começamos a ver o surgimento das células no EUA e no Canadá, eu tive a sensação de que essa diferença não tinha sido bem resolvida, ao menos considerando o modo como outras pessoas se interessaram pela iniciativa ceiiana de nossos camaradas; e era bem legal qnd os camaradas 61, 109 e 59 relatavam seu esforço para resolver isso pq contribuía bastante para o sentido de grupo no CEII global]. Eu também não sei como está o CEII no MT, ao menos qnd o acompanho pelo site oficial do Círculo ou nas planilhas das células no google drive [na verdade, recentemente eu pude tomar conhecimento, através de um comentário da camarada 251, sobre as dificuldades enfrentadas na consolidação da célula na cidade; o que é fundamental que nos chame a atenção pq, ao meu ver, é nesse momento que a “fragilidade” nos une como grupo, ao invés de nos dissolver]. Em SP, pelo relato e trabalho de vários camaradas parece claro que temos progredido, pois vemos o número de formulários, e não apenas isso, que tem chegado à célula paulista. Mas eu acho que valia a pena termos atenção com os formulários de desistência que apareceram por lá. Não sei se foi o único, mas me lembro de um que questionava, como é bastante comum no Círculo em geral, a relação do CEII com a política. A ex-camarada que se desfiliou do CEII disse que não podia militar na organização popular em que estava, concluir sua graduação, trabalhar e estar no CEII, sugerindo uma indiferença do CEII em relação ao assunto e considerando-o mais comprometido com a academia. Para mim, subtraindo todos os equívocos da ex-camarada em relação ao seu juízo sobre o CEII e os camaradas paulistas, motivado por ideias quase automáticas e espontâneas que temos sobre a relação entre estudo e militância, vale a pena sempre mantermos atenção com esse tópico. Não se trata de dizer que devamos manter uma distância em relação à universidade, como se não fôssemos capazes de marcar nossa diferença em relação a ela qnd estamos ou ao seu lado ou dentro dela. Mas para o fazê-lo, e eu acho que isso é importante, deve-se ter alguma tranquilidade, alguma parcimônia [por ex, quero dizer que ainda que haja a oportunidade de fazer outra atividade como a da UFSJ em outra universidade, apesar dela ter sido ótima para o grupo nacional do CEII qnd aconteceu, creio que valeria a pena fazermos uma avaliação do que fizemos, do que não fizemos etc e tal, ao invés de dispararmos outras apenas pelo acesso que mts de nós possuem na universidade; e isso, aliás, em termos da forma-CEII, é mt importante no momento em que tratamos da realização da conferência no Brasil].

Para 2016, acho que deveríamos generalizar isso que está, na minha opinião, restrito ao Rio. Esse mal-estar precisa aparecer. Servirá para nossa “auto-estima ceiiana” por aqui. E para todos de fora do Rio também.

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