NOTA #2 [19/06/2018] (RJ I)

No debate sobre Maio de 68 e Junho de 2013 na sexta no Parque Lage foi valorizada uma política localista entendida como a criação de relações, aplicável ao cotidiano- uma política “menor”, dizia a oradora. Ao mesmo tempo valorizava-se o tempo livre como condição de criação de formas de relação, ou seja, a criação ela própria desta política menor. Foi mencionada também a greve dos caminhoneiros como tornando explícita a dependência geral da logística pela sociedade.

Fiquei me perguntando o que falta para se dar o salto de uma valorização unilateral da pesquisa de formas de vida e formas de relação na esteira do localismo para o reconhecimento da necessidade de um escalonamento destas relações que exige precisamente a mediação da logística como infraestrutura para a constituição generalizada do tempo livre que está sendo reinvindicado.

As relações disto com a reunião com a Tatiana Roque são várias, a começar pela adoção da pauta da renda mínima e a necessidade de um corte transversal sobre as várias identidades de esquerda na tentativa de construir uma frente que não se deixe precisamente captar pelas cidadanias locais que tais identidades venham a possuir.

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