NOTA #2 [22/10/2015] (SP)

Ainda parece persistir uma certa inércia quanto a resolução de alguns problemas enfrentados pelo coletivo. Logicamente, isso não quer dizer uma coisa ruim. Parece que estamos num momento importante do grupo (pelo menos é isso que pude perceber). Tudo se passa como se estivéssemos tateando ainda um domínio um pouco obscuro e ao mesmo tempo nos esforçando para não contornar precocemente essas incertezas.

Eu particularmente me preocupo com o caráter pragmático que certas decisões precisam ocupar para conduzir a lógica institucional para o seu funcionamento, embora reconheça que se a finalidade é somente a ação, o aspecto político de rearticulação e esvaziamento fica comprometido. Fico me perguntando se existe um meio termo entre essas duas direções: a necessidade de permitir essa dimensão para um negativo e, de outro lado, a necessidade de conduzir o grupo para o cumprimento de finalidades sem as quais o grupo não pode acontecer.

Por outro lado, me parece muito interessante que algumas coisas estejam sendo deslocadas e finalmente, mesmo que de forma discreta, algumas ações que normalmente o SG tomaria, estão sendo assumidas por outras pessoas do grupo. Isso parece um passo importante e, a meu ver, coloca no horizonte a própria necessidade da (in)existência do SG, talvez em um futuro próximo. Mas isso é mais um chute do que propriamente uma previsão. É algo que pode acontecer, caso o grupo seja capaz de dar conta de suas próprias demandas práticas.

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