NOTA #2 [23/01/2018] (RJ I)

Fragmentos:

Participação mais ou menos, meia boca — e aí?

Fragmentação espacial: o capital hj para organizar o valor, não precisa organizar o trabalhador. Não é mais necessário uniformizar. Deleuze, reterritorialização?

Nova homogeneização: Negri, via tecnologia; populismo (aglutinar todas essas pautas); negros homens x mulheres brancas; suspender essa hipótese da sinergia entre oprimidos. Igualdade, não?

O antagonismo entre os pedaços da classe trabalhadora pode ser maior que o antagonismo entre essa e o capital

Incluir na tarefa td aquilo com o que só o capital lidava antes

Cair na real, cair da realidade

Como juntar uma galera que não vai se bicar

As condições sociais estão desfazendo (e não fazendo) as condições de organização

Tese da fragmentação da classe

Capital e trabalho e não trabalhador e capitalista — como mesmo?

*

Essa fragmentação da classe não é ainda mais radical quando se pensa no crescimento de produtos cada vez mais customizados, talhados à medida do que demanda cada singular (indivíduo ou grupo)? Não é esse processo, por outro lado, apenas a radicalização da tendência do capital a colonizar tudo, uniformizando-o como valor mas diversificando-o maximamente ao nível das demandas e consequentemente do tipo de mercadoria? Não se está conquistando aqui a fronteira final — massificando o que é mais “pessoal e intransferível”, tornando universal precisamente a singularidade? E não é essa uma fragmentação ainda mais radical e, talvez, fundamental do que a fragmentação da classe universal em subclasses particulares, na medida em que dá conta ou ao menos toca na lida singular com esse universal e esse particular, que é o que há, em último caso?

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