NOTA #3 [03/07/2018] (RJ I)

“se visarmos a retribuição final, o sujeito se realinha no objeto. Se esperança é, sobretudo,o princípio da perseverança, continuamos no subjetivo puro. O cristianismo caminhou na direção, privilegiando quase sempre a retribuição, mais popular aos olhos da Igreja, assim como o sindicalismo comum faz reivindicações das pessoas por não mais se confiar em seus irrefletidos entusiamos políticos “irrealistas”. O problema é saber que relação a esperança mantém com a potência.Ela reforça a potência de fora, em função do que se espera dela? Há um acontecimento no futuro que nos pagará por termos penosamente declarado o acontecimento que nos constitui? A esperança é, então, uma conexão de acontecimentos, ela dispõe o sujeito no intervalo entre dois acontecimentos ela apoia-se na esperança do segundo para sustentar a sua fé no primeiro” – São Paulo Badiou

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