NOTA #3 [11/02/2019] (RJ I)

“Se a questão comunista retornou nos dias de hoje, essa renovação de interesse se acompanha de um estranho abandono da estratégia política. As filosofias críticas prosperam e proliferam mas, voltadas para o terreno acadêmico, elas parecem desconectadas dos jogos concretos postos pela presente crise do capitalismo, contribuindo, assim, à fragmentação das resistências que são opostas a ela. Ao contrário da tendência que condena a perspectiva da emancipação aos registros da utopia e da nostalgia, ao encontro também do entusianos que pode suscitar uma opção ‘populista’ inconsciente desses renunciamentos, Isabelle Garo estuda, nesta ensaio, as condições de um relance contemporâneo da alternativa. Olhando os problemas aos quais enfrentam muitos dos pensamentos radicais entre o mais em voga – o Estado e o partido, o trabalho e a propriedade, o dissenso e a hegemonia -, ela os reinvestiu se inspirando em Marx e Gramsci, em uma ‘démarche’ que faz da questão estratégica o coraçao das articulações a serem inventadas entre a análise teórica e a intervenção política.” (tradução minha)

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