Nota #3 [17/09/2013]

A FÊNIX FILOSÓFICA nota da reunião ceii 17 setembro 2013

“Não há mais judeu nem grego, não há mais escravo ou livre, não há mais homem nem mulher.” Paulo. GL.3.28

Indo direto ao ponto: como reintroduzir na cena contemporânea do capitalismo globalizado a universalidade filosófica, não a pensada pelos gregos na ideia de ideia, nisso inspirados na matemática, mas a universalidade do próprio homem, instaurada pelo cristianismo? Nossa visão geral das coisas é cético-historicista. A filosofia tradicional é apenas expressão de uma cultura, de um modo de vida, e seus conceitos ou noções são e serão sempre relativos ao seu momento ou lugar de enunciação.

Badiou não é Platão tal e qual. No lugar do Bem e do Um ele coloca o Múltiplo (dos sofistas) e o Acontecimento. Badiou aceita também, na linha inclusive de muitos historiadores da filosofia e epistemólogos contemporâneos, que NÃO HÁ VERDADE PROPRIAMENTE FILOSÓFICA. A tarefa da filosofia consistiria em salvaguardar um certo vazio que a verdade filosófica, se existisse, viria preencher indevidamente. É o que ocorre quando algum dos lugares ou procedimentos genéricos onde uma certa verdade se dá pretende se transformar no fundamento. Badiou nomeia isso sutura. O positivismo suturou esse lugar com a ciência, Heidegger com o poema, Marx com a política e assim por diante.

Ainda não compreendi bem como isso tudo se ajusta com uma ontologia da matemática, e de que forma esse novo universal pretendido por Badiou, que não se confunde com a universalidade monetária geradora das identidades fragmentadas do mundo contemporâneo, pode ser descrita de outra forma que não negativamente.

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