NOTA #3 [20/06/2017] (RJ I)

À luz do fragmento de Zizek, lido como nota de trabalho na semana passada, sobre o estratagema do melancólico da encenação antecipada da perda do objeto que ele (crê que) possui, estratagema este empreendido com o fim de ocultar o caráter ilusório dessa posse (ao mesmo tempo em que a realiza), como fica a chamada melancolia da esquerda? Sob essa ótica, seria mesmo válido falar em melancolia da esquerda – já não mais como lamentação compulsiva de um objeto perdido mas como descrição da própria perda como objeto (ou da sombra da perda que recai sobre o objeto)?  Qual seria, neste caso, o objeto que a esquerda tem e que trata como já perdido? Qual, enfim, o objeto que possui e pelo qual perdeu o desejo?

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