NOTA #3 [27/06/2017] (RJ I)

Achei muito interessante a analise no sentido de mapear a esquerda em em grandes categorias nos seus campos de luta. A classificação em:
i) uma esquerda institucional-parlamentar ou “estadocêntrica”; ii) a esquerda dita tradicional-radical ou “saudosa”; e, por fim, iii) a esquerda fragmentária ou dita “pós-moderna”
Este tipo de mapeamento nos permite traçar um planejamento para que dentro de nossas possibildiades consigamos implementar uma politica dos comuns. Me parece que esse é um defafio latente e ao mesmo tempo importante. A burguesia cada vez mais inscreve em seus circuitos de produção setores de minorias éticas e culturais que dificultam e acentuam a luta politica, pior do que isso, se perpetua a contradição inerente do capitalismo e ela pende negativamente para o nosso lado. Sob essa perspectiva traçar uma estratégia comunista, ou seja, uma estratégica que seja uma altenativa a essa vida mediada pelo capital leva necessariamente em conta um mapeamento como esse que seja no mínimo para inicio de um debate. No final do texto, Paraná, faz uma proposição:
“Da esquerda de primeiro tipo, buscaremos manter o necessário pragmatismo da ação: o planejamento, desenho e busca pela concretização de novas de propostas de governo da vida política e social, permeada por valores radicalmente democráticos, e que falem diretamente para as necessidades mais prementes e cotidianas das pessoas, no “agora”. Junto disso, a clareza quanto ao caráter contraditório, nada idílico, da política cotidiana, como campo de guerra que é. Da esquerda de segundo tipo, nos caberá manter o vigor crítico, a tenacidade da resistência abnegada, a radicalidade anti-sistêmica e a orientação para projetos estratégicos que tenham como horizonte a superação do capitalismo. Por fim, da última dessas “correntes”, cumprirá reter, em tempos de crise civilizacional, o compromisso com uma renovação ético-estética da política, a criatividade e irreverência na produção de novos arranjos organizativos, o valor da sustentabilidade, o respeito à diversidade e a desconfiança consequente da razão”
Esse tipo de proposição talvez ja seja um bom começo pra se pensar em possiveis soluções.

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