NOTA #3 [30/04/2015] (SP)

Susan Buck-Morrs reivindica que tudo o que acontece no mundo pode ser contemplada por duas categorias elaboradas por Kant: Tempo e Espaço. E recuperando essas duas noções que a autora analisa a disputa existente durante a Guerra fria entre os Países Socialistas e Capitalista. Relembra o plano econômico desenvolvido por Stalin – o qual prometia avanças 5 anos em 1 – para marcar que o tempo, quando transformado em sinônimo de desenvolvimento, se torna alvo de disputa: a disputa pelo monopólio do tempo.

Quando espaço que detém monopólio do tempo, enquanto desenvolvimento, outros espaços e tempos perdem relevância, são deixados para trás, são vistos como atrasados e perdem relevância histórica.

Esse atraso dos espaços que estão “atrasados” no tempo fica bastante evidente ao analisar a classificação atual em que os Estados Nacionais recebem do Neoliberalismo: países desenvolvidos e países em desenvolvimento. O em desenvolvimento não designa um processo – no sentido de que não significa que os que estão em desenvolvimento serão desenvolvidos um dia – mas, antes, denominam um estágio, ou como propõe a autora, que são espaços atrasados, coadjuvantes no tempo e espaço histórico.

Nesse sentido que a autora revindica que o problema do Comunismo/Universalismo é o problema de um tempo comum a todos os espaços, isto é, momento históricos que não pertencem a ninguém, pois pertencem a todos.

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