NOTA #4 [04/04/2017] (RJ I)

Em conversa recente com alguns amigos de longa data, falavamos sobre varias coisa entre elas a politica (nada mais oportuno tendo em vista o cenário catrastofico ao qual o país e o mundo se encontram). Ai veio o tema da Cedae e sua privatização e, particularmente, é um grande problema pra mim isso porque provoca uma tensão proveniente de uma ética de esquerda e uma certa compreensão de que o outro lado esta certo e é preciso “fazer a coisa certa”.
A conversa acabou e, me parece, que não houve uma sintese bem entendida daquilo que haviamos conversado, fomos pra casa e continuei com a tensão. Numa entrevista do filosofo Zizek ele afirmou algo mais ou menos assim: “todos os filosofos até agora ja quiserem mudar o mundo com teorias mais ou menos revolucionárias indo da direita até a esquerda, mas teve um que não pensava nisso e apenas queria entender a lógica de como o mundo funcionava” e esse cara era Hegel. Na dialetica (uma estrutura de analise metodologica) hegeliana uma coisa tem necessariamente uma lado positivo e um lado negativo.  Pensando nisso tento fazer uma analise da problematica da cedae.  Se tudo tem seu lado positivo e negativo quais são os lados positivos e negativos da privatização e do controle pelo Estado da cedae? Ai me ocorreu o seguinte: o lado positivo da privatização é que a empresa ira lucrar mais e podera gerar investimento interno em maquinas, equipamentos, pessoas e etc.. Já lado o negativo, é que o serviço vai ficar mais caro, perdemos um direito e ganhamos um serviço não gratuito e o mais importante, ao meu ver, tendo em vista as leis de mercado quantas pessoas ficaram desempregadas pra que a taxa de lucro se mantenha constante?
Ao mesmo tempo, o lado positivo da manutenção do controle da cedae pelo Estado sera a manutenção de empregos e um preço do serviço que não necessariamnte vai atender as leis do mercado, mas sim da necessidade da população. Principalmente a população mais pobre que precisa desse serviço funcionado bem. O lado negativo é uma possivel permanencia de um trabalho improdutivo que impossibilita em mais investimentos e pode gerar mais gastos.
Então na tentativa de analisar de forma hegeliana as coisas podemos fazer o mais simples. Na analise do “perderes” o que se deve decidir: perder em produtividade ou perder o emprego?  Na crise em que estamos, com o estado fluminense “quebrado”  uma crise que não se ve no horizonte uma perspectiva de mudança no curto prazo?  Em numeros o país chega perto de 13 milhões de desempregados. Sera que realmente a saida é a privatização? Se de fato “fazer a coisa certa” seja privatizar a cedae fazendo  com que haja mais desemprego e o aprofundando da crise. Prefiro fazer a coisa errada e continuar com minha ética de esquerda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *