NOTA #4 [08/04/2016] RJ II

Achei bem pertinente a questão levantada em uma das notas sobre o conceito de comprometimento na participação no Círculo.

O autor da nota identificou o comprometimento como “clareza com os outros membros”.
Considerando como o CEII se organiza, este parece ser um conceito bem apropriado do que viria a ser comprometimento no CEII, já que não se intenta forçar ninguém à participação, mas pelo contrário, permite-se que o participante do Círculo seja honesto quanto às condições subjetivas de engajamento – ou a falta delas.
Mas a questão do engajamento é provavelmente o grande problema da militância teórica e prática hoje, pois levando-se em conta todos os afazeres e compromissos pessoais que cada um possui, sem falar de outros elementos objetivos contingentes, parece difícil engajar-se efetivamente em formas de militância.
Este é um problema que vale a pena ser muito discutido, pois leva à reflexão de como é possível efetivar-nos num maior engajamento (e aqui tomo espaço para uma auto-crítica, reconhecendo que me falta muitas vezes um maior engajamento com o próprio Círculo).
Penso que a falta de instrumentos e organização, pelo menos que tange ao  CEII, não são o problema. O que nos leva à retornar ao problema de que a causa do maior ou menor engajamento recai exclusivamente em cada um de nós. Como nos habilitarmos de maneira dedicada a este engajamento eu já não saberia exatamente como responder, mas penso que o contato cada vez maior com as ideias do Badiou (principalmente sobre o aspecto do Amor e do “Desejo pela Filosofia”) pode nos render novas suturas subjetivas e levantar novos pontos sobre a questão do engajamento, tanto no Círculo quanto na própria militância prática e teórica. Para além de uma fundamentação teórica mais rigorosa, talvez o que seja preciso, para dizer de forma bastante simplista, é força de vontade e insistência.

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