NOTA #4 [17/06/2018] (VIRTUAL)

Permitam-me uma digressão sobre a noção de forma-de-vida. Quando no volume IV, 1, “Altíssima Pobreza”, Agamben investiga os documentos que atestam os conflitos entre o ordem franciscana e a direção da Igreja, fica evidente que por “forma-de-vida” ele entende a vivência estabelecida por regras comuns (como o são as regras monásticas). Que outras organizações buscaram, a exemplo dos franciscanos, incidir sobre uma forma-da-vida, ou seja, em uma vida que não se distinga de sua forma? Arrisco: o pensamento dos situacionistas e sua crítica da separação. Parte dos “hippies” dos anos 60. E recentemente, o “minimalismo”, movimento norte-americano e japonês que propugna uma forma-de-vida de mínimo consumo são exemplos de maneiras de recolocar a questão da “altíssima pobreza”.

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