Nota #4 [23/09/2014] (RJ-I)

Diferença entre pontos de fracasso e consequências do fracasso

 

A perda súbita de nosso financiamento e o surpreendente pedido de desligamento de uma camarada – que nunca deixou de fazer críticas e apresentar suas diferenças, mas sempre manteve seu compromisso engajado com o Círculo – são duas ocorrências recentes que têm em comum o fato de terem acontecido inesperadamente. Ninguém esperava nem podia prevê-las (mesmo no caso da camarada que já sinalizava algumas insatisfações; daí para o desligamento há um hiato). Uma interrogação que se refere a essas duas ocorrências, mas também aos últimos desligamentos/expulsões é: até que ponto eles não poderiam deixar de ser imprevistos e repentinos, e a partir de que ponto o grupo poderia ter tomado pé da situação. Em outras palavras: esses fatos são inevitavelmente surpreendentes ou esse caráter surpreendente deriva de uma posição do grupo?

Assumindo que esses fatos (manutenção do financiamento para o círculo e permanência dos membros no círculo) dizem respeito ao processo de fidelidade do grupo em nome do CEII, notamos aí um fenômeno curioso: os pontos de fracasso da nossa fidelidade ao CEII apresentam-se para nós como extraordinários ao próprio CEII, como se eles apontassem para a necessidade de uma nova declaração.

Outra coisa: essas ocorrências que marcam para nós algo extraordinário ao CEII não são os pontos onde fracassamos. Elas são as consequências de nosso fracasso. Esperamos que em breve tenhamos ocorrências que sejam as consequências de nossa fidelidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *