NOTA #4 [30/05/2017] (RJ I)

Sobre a gênese do conceito de lugar de fala (questão levantada anteriormente):

Em Roland Barthes, em uma aula de 7 janeiro de 1977, lê-se:

“É de bom-tom, hoje, contestar a oposição das ciências, na medida em que relações cada vez mais numerosas, quer de modelo, quer de método, ligam essas duas regiões e apagam frequentemente sua fronteira; e é possível que essa oposição apareça um dia como um mito histórico. Mas, do ponto de vista da linguagem, que é o nosso aqui, essa oposição é pertinente: o que ela põe frente a frente não é aliás, forçosamente, o real, a fantasia, objetividade e a subjetividade, o Verdadeiro e o Belo, mas somente lugares diferentes de fala.”

Aqui (https://www.academia.edu/30806920/Do_lugar_de_onde_se_fala_ao_lugar_de_fala_) é dito que Barthes, em uma palestra em 1974, empregou lugar de onde se fala duas vezes. Creio que tenha sido a primeira vez em que foi usada a expressão.

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