NOTA #5 [08/04/2016] RJ II

Sobre uma ideia que tive:

Partindo do problema que foi debatido no grupo de FB acerca da questão que envolve a capacidade do CEII acolher as crianças para que os responsáveis (especialmente as mulheres) não se vissem impedidos de vir a reunião por este empecilho, acabei chegando a uma ideia que (embora, neste momento, isso não passe de uma grande viagem) poderia ser a solução de praticamente todos os nossos problemas materiais e a síntese das nossas discussões sobre a questão do trabalho associado, empreendedorismo popular, geração de renda para o coletivo e etc…

Vocês sabem o que é uma casa colaborativa?

Aqui no Méier tá abrindo uma. Eles tem um espaço e chamam pessoas que gostariam de usar este espaço para dar aulas, oficinas, festas ou qualquer outra ideia e imagino que deva haver um sistema de divisão dessa renda gerada a partir da atividade oferecida. Todos os participantes também cuidam da casa… enfim, acho que já deu pra ter uma ideia de como a coisa funciona, né?

Então… eu pensei que o lance era o CEII ter uma casa colaborativa pq assim a gente teria um espaço para nossas reuniões, poderíamos montar também uma estrutura de “creche” bem bacana em outra sala mas haveriam as outras salas também que poderiam ser usadas para este fim.

De cara, eu pensei em algumas coisas:

  1. Trazer meus negócios de aulas de música e eventos pra casa, mediante aluguel de espaço ou porcentagem nos ganhos. Assim como fazemos com a  nossa parceria com a igreja.
  2. Os colegas que atendem poderiam trazer o “consultório” também para esta casa obedecendo a este sistema.
  3. Nossa sala poderia ser alugada para outras reuniões mediante valores camaradas.
  4. Poderia haver uma lojinha onde venderíamos nossas camisas e outros itens. Essa lojinha poderia ser aberta também para artesãs e outras empreendedoras de comunidades próximas do entorno.
  5. Poderia haver uma cantina funcionando permanentemente que poderia ser também comandada por pessoas das comunidades locais e/ ou pessoas do círculo que quisessem iniciar um negócio de lanches. Eu mesma conheço uma pessoa que seria perfeita pra isso.
  6. Poderíamos pensar também em uma agenda de cursos marxistas e/ou de artes e filosofia por valores bem acessíveis e oferecendo bolsas integrais para pessoas da comunidade do entorno que quisessem participar, assim como também meu grupo poderia oferecer bolsas de aulas de música.
  7. Abrir para as ideias dos membros do círculo que quisessem usar o espaço também para trabalhar e abrir o espaço para apoiar as iniciativas de empreendedores populares das comunidades do entorno.
  8. Dessa forma, se conseguíssemos nos pagar e sustentar a casa (lembrando que a manutenção seria também uma responsabilidade de todos os envolvidos), acredito que poderia ainda sobrar uma grana para pagar os eventuais SGs e também para pagar pessoas que fossem dar uma força na creche, que poderiam ser membros do círculo e/ou pessoas das comunidades e vizinhança do entorno. E que eu espero sinceramente que não sejam apenas mulheres.

Enfim, fica aqui a ideia.

 

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