Nota #5 [13/08/2012]

Falaremos nesta nota, de forma muito breve, sobre a Emancipação conforme Ranciere sobre a fala de Joseph Jacotot. Ranciere inicia seu texto, Comunistas sem Comunismo?, nos falando da necessidade de reelaboração de algumas questões, a começar apontando a necessidade de darmos um novo sentido à palavra comunismo. Mas de que forma? Ele inicia a discussao diferenciando o COMUNISMO dos COMUNISTAS. Ranciere, através das palavras de Alain Badiou que aqui reproduzimos, diz que “ A hipótese comunista é a hipótese da emancipação”. Com esta citação Ranciere nos aponta ser o significado da palavra comunista inerente à praticas de emancipação e o do comunismo uma forma de universalidade construída pelas praticas comunistas, logo por praticas emancipatórias.
Nos perguntamos então, o que seria emancipação?  Joseph Jacotot nos auxilia nesta seara ao afirmar que emancipação seria uma forma de sair de uma situação de minoria. Ranciere parte desta afirmação e, de forma muito feliz afirma que emancipação é a apropriação de uma inteligência, desdobrada esta como a inteligência do mestre e a inteligência do ignorante, cuja separaçao encontraríamos unicamente na consciência (no sentido do que é conhecido)  da ignorância do segundo, seguida da verificação do potencial de nivelamento destas inteligências. Em outras palavras Ranciere diz, conforme Jacotot, que a emancipação  significa o comunismo de uma inteligência, expresso pela demonstração da capacidade de aprendizagem dos incapazes.
Neste momento nos deixamos seduzir por esta concepção de a emancipação ser o comunismo de uma inteligência.  Não seria esta uma excelente questão a que deveríamos nos atentar ao pensarmos nas diversas e possíveis formas de viabilizar o pensamento comunista?  De faze-lo  não so ser conhecido como compreendido pela parcela da população onde o comunismo encontra seu primeira êxito? Afinal, comunismo não inclui incluir os que não fazem sequer ideia de sua existencia, por ser intrínseco à própria logica não comunista, o encobrimento de sua existência?

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