NOTA #5 [14/01/2016] (SP)

A questão financeira tem embaralhado os centros de operação do ceii, permitindo, assim, uma revisão das nossas formas de funcionamento, por conseguinte, tornando possível pensar as organizações institucionais e os impactos subjetivos que o grupo produz nos participantes. Não me parece ser da ordem de uma circularidade imprópria, que gira em torno de si mesma, incapaz de produzir novas formas de sentidos grupais. Na verdade, acho que os tateios do grupo tem sido fundamentais para pensar questões do tipo: institucionalizar o ceii, a partir da criação de um CNPJ, para abertura de conta e descentrar o recebimento das contribuições. A insistência de que o ceii não esteja no nome de ninguém, é um passo importante para resolver, pelo menos a princípio, as recorrências do duro processo de rotacionar cargos. Se estes eram justapostos em um nome próprio, talvez o grupo consiga fomentar recursos subjetivos para novas formas de inscrição política no coletivo. Distingue, assim, a ordem econômica do grupo e a questão política. A primeira se refere aos aspectos objetivos necessários para que o ceii funcione como um coletivo: arrecadamento de dinheiro, aluguel de sala, a ocupação e interesse de ao menos duas pessoas nas funções do ceii, etc., e a última é o caráter propriamente inovador do coletivo, que internamente, tem tentado dissolver certos impasses, que não tem nenhuma identidade como substrato institucional, mas ao contrário, a própria “institucionalidade” é de que ele seja plástico e movível.
Acho que sustentar esse aspecto de movimentação seja um importante índice de salubridade do próprio grupo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *