NOTA #5 [16/05/2017] (RJ I)

Esta é uma nota que tento escrever somente para expressar minha surpresa pelo não conhecimento do mecanismo do luto. Em “Transitoriedade” Freud descreve suas formulações para tentar compreender do que resultava o desencanto de um amigo poeta que se vê desolado com a transitoriedade das belezas da natureza na primavera. Pelo percurso do texto nos deparamos com a forma ambígua da dinâmica de investimento da libido. Ela tem necessidade de investir em um objeto, mas quando este se perde a energia é liberada para ser investida em outro objeto. Agora tentando extrapolar o texto: parece que segundo Freud a agonia do poeta resulta da perda deste objeto e um luto “mal feito”. Diante disso [não sei se fui claro] poderíamos deduzir que o luto nomeia esta operação de liberação da libido para que se realize um novo investimento?

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