Nota #5 [16/07/2012]

Esta nota referente à reunião de dezesseis de julho do CEII.,  já avançando no texto A IDEIA DO COMUNISMO de Alain Badiou, se interessa pela relação endógena apontada pelo autor da Ideia do comunismo com sua pratica e da pratica com seus praticantes.

Badiou nos afirma que a pratica seria compreendida como o real materializando, concretizando o nome, ou a Ideia que o suporta. Este enunciado nos parece extremamente preciso e precioso. O que realmente Badiou nos oferece ao fazer quase que uma sinónima entre a Ideia, e aqui tratamos da Ideia do comunismo, com seu exercício?

Sobre esta relação, Badiou chega a afirmar que a ideia do comunismo  viria em si de sua pratica, da sua experiência no real, embora Ideia e pratica mantivessem suas essências separadas. O autor fala então da verdade em ação.

A este ponto deveríamos nos ater com mais atenção. Vale aqui uma reflexão.
O que estamos fazendo com nossas verdades?
Efetivamente a possuímos ? Ou existe uma grande confusao (que o sistema capitalista chamaria de sobrevivência num cenário de competição democrática ) entre o que acreditamos ser uma Ideia e o que, e onde e porque ela realmente floresce?

Se realmente  possuímos tais verdades, se nossas ideias forem aquelas apontadas por Badiou como iniciadoras de um Evento, ate que ponto elas existem no contexto do quão são exercitadas?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *